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Homenagem seguiu pelo entorno de São José de Queluz (Foto: Wagner Almeida)
Um trajeto de flores e fé para Santa Rita de Cássia. Em homenagem à santa, milhares de fiéis participaram da tradicional Procissão das Rosas, na manhã de ontem. A romaria saiu da Igreja de São José de Queluz, na rua Cipriano Santos, em Canudos, foi até a esquina da travessa Mauriti com a avenida João Paulo II e depois voltou para a igreja. De acordo com o pároco da Igreja, frei Juan Antônio, cerca de 12 mil pessoas estavam na romaria, que acontece há mais de 50 anos.
Este ano o cortejo teve um percurso diferente, em virtude de dois motivos especiais para os católicos. Trata-se de uma homenagem ao papa João Paulo II, que foi beatificado neste mês de maio, e também aos 30 anos de sua vinda a Belém, onde realizou uma missa justamente na esquina que marcou a ida e volta do percurso da procissão. “Todas aquelas pessoas que viveram as alegrias da companhia de João Paulo II em sua vinda ao Brasil, assim como eu, devem agradecer a Deus. João Paulo II é do mundo inteiro. A partir da beatificação dele já podemos fazer uma paróquia para homenageá-lo”, destacou o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira.
De acordo com o frei Juan Antônio, o evento foi uma manifestação pública de fé. “É o reconhecimento público dos valores que Santa Rita pregou em sua vida. Assim como o amor, a fé também precisa ser exposta”, destacou ele, que carregava dentro de um recipiente de metal um pedaço da roupa de Santa Rita. “É uma relíquia que veio da Itália há quase 60 anos”.
A aposentada Jacira Costa, que mora na travessa Timbó, se preparou desde cedo para ver a santa passar próximo da sua casa. “Eu fico muito emocionada. Acordei cedo para ver a santinha passar. Já tive graças alcançadas por ela”, contou.
Outra pessoa que estava emocionada era o estudante Luan Meireles, que virou devoto de Santa Rita de Cássia um dia antes da procissão e estava carregando uma grande manta em homenagem à santa. “É um prazer imenso. Na verdade, é um agradecimento ao que ela fez por mim. Ela me deu uma graça e por isso estou hoje aqui”, disse.
Santa Rita nasceu em Cassia, na Itália, no dia 22 de maio de 1457, e é conhecida como a santa das causas impossíveis. Ela foi uma monja agostiniana beatificada em 1627, canonizada em 1900. As procissões de devoção a ela são conhecidas pela multidão, que ao longo do trajeto a contempla com rosas vermelhas nas mãos. As rosas simbolizam fidelidade, humildade e obediência. Três virtudes que marcaram os caminhos de Santa Rita e que concretizaram um dos milagres dela. Isso porque, ao morrer, ela pediu rosas e elas não existiam no inverno europeu. Mas, quando as freiras chegaram ao quintal, encontraram rosas vermelhas. (Diário do Pará)
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