Falsos médicos atuavam nos postos de Itupiranga

Sexta-Feira, 20/05/2011, 07:41:43 2 comentários

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A cidade de Itupiranga, a 50 km de Marabá, está em polvorosa por conta de um episódio lamentável: dois homens foram contratados para trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde, como se fossem médicos, mas descobriu-se agora que eles não são.

Para piorar a situação, em agosto do ano passado, uma criança de dois anos e meio foi atendida por um dos dois acusados e acabou morrendo. A família sempre suspeitou de erro médico. Agora, com a descoberta da fraude, a situação veio à tona novamente.

Os acusados são Miguel José de Azevedo e Antônio Souza Mendes. Eles não possuem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Pará. Ainda não foi esclarecido como eles foram contratados sem apresentar suas credenciais.

É isso que o vereador Izaias Pereira Alves, o “Izaias do Lojinha” (PMDB), questionou na última sessão da Câmara Municipal de Itupiranga. Ele pediu a exoneração do secretário municipal de Saúde, Helder Tavares, por entender que este foi o responsável pela contratação dos falsos profissionais de saúde, mas a Câmara não aceitou o requerimento verbal do vereador. Somente os vereadores Samuel Nunes de Almeida (PR), Jadson Lemos Alves (PPS) e Jairo Gonçalves Jadjiski (PT) foram favoráveis.

REVOLTA

Com isso, o mal-estar foi geral na Câmara entre os populares que acompanhavam a sessão, principalmente porque a mãe do pequeno Mateus, que morreu ao ser atendido por um dos farsantes, também estava no plenário. Indignada, ela quebrou um copo de vidro durante a sessão e teve de sair do plenário escoltada por policiais.

Segundo o vereador Antônio Marruaz, líder do governo na Câmara, o Poder Legislativo não tomou nenhuma providência neste momento, por vários motivos. Primeiro, já existem procedimentos na Polícia Civil e até mesmo na Federal para investigar o caso. “Além disso, nenhuma Câmara Municipal do Brasil tem competência para afastar um secretário municipal”, explica o vereador, falando em nome da prefeitura.

Marruaz disse que existe uma quadrilha de falsos médicos atuando no Brasil inteiro, de modo que, para ele, a prefeitura de Itupiranga acabou caindo no golpe dessa quadrilha. Ele afirmou que o Poder Legislativo vai acompanhar o caso e cobrar providências, mas deixou claro também que não irá julgar ninguém antecipadamente.

SEM CRM

Dois homens foram contratados para trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde, como se fossem médicos, mas descobriu-se agora que eles não farsantes.

MORTE

A família do pequeno Mateus, que morreu após ser atendido por um dos acusados, diz que houve erro médico.

(Diário do Pará)

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