O espetáculo confronta as diversas faces da famosa nortista (Foto: Divulgação)
O espetáculo “Eu Me Confesso Eneida”, de Carlos Correia Santos, dirigido por Edson Chagas e Leandro Haick, volta à cena a partir de hoje (12), às 21h, na Sala de Ensaios do Instituto de Artes do Pará (IAP). Sob os holofotes, as atrizes Marta Ferreira, Rosa Marina e Elisângela Vasconcelos dão vida às várias facetas da cronista, carnavalesca e ativista política Eneida de Moraes. A montagem ainda poderá ser vista nos dias 13 e 14, também às 21h, e no dia 15, às 20h.
Essa nova temporada conta com o apoio institucional do IAP. O monólogo é dividido em três atos pelo trio. Em cada um deles, a trinca se reveza no papel de Eneida por meio desses três alter egos distintos, que invariavelmente entram em conflito. “São peças que partem de uma pesquisa longa e uma admiração profunda por esses personagens. Não são aulas sobre essas figuras, mesmo porque seria chato. E isso não seria justo com a Eneida, que teve uma vida interessante, complexa e cheia de conflitos”, afirma Carlos.
Eneida foi poeta, ativista política, pesquisadora do carnaval brasileiro e definiu o que hoje se convenciona chamar de crônica memorialística. As múltiplas inquietações que transformaram essa mulher única em muitas é o que chega à ribalta. Marta, Elisângela e Rosa vivem, simultaneamente, aspectos diversos da biografia de Eneida. Um embate angustiante e provocativo que vai revelando para a plateia detalhes da densa trajetória da famosa nortista.
A peça é uma realização do grupo EcoArte e conta com apoio do Gepem e Teatro Waldemar Henrique. O figurino, cenografia, iluminação e maquiagem foram concebidos por Chagas Franco. A pesquisa de sonoplastia foi desenvolvida por Nelson Borges, Edson Chagas e Leandro Haick. A operação de sonoplastia é de Marcos Blanco. A operação de luz de Venildo Cohen. E as fotos de divulgação têm o selo de Naldo Silva e Pedro Ferreira.
QUEM FOI ENEIDA?
Contista, cronista, memorialista, Eneida Vilas Boas Costa de Moraes nasceu num palacete situado à rua Benjamim Constant e ali se criou. O pai era comandante de navio e, assim, desbravava os rios do Estado. Rios que, de um jeito ou de outro, acabariam tomando conta das veias de Eneida, correndo por elas mais do que seu próprio sangue. O amor de Eneida pelo Pará foi tanto que mais verdes do que essas terras só mesmo os olhos da autora, eternos apaixonados por Belém. E justamente este verde estaria no título do primeiro livro. Em 1930, ela publica “Terra Verde”, um livro de poemas com temática amazônica.
Ainda muito jovem, foi morar no Rio de Janeiro, na época, a capital federal. Filiou-se ao Partido Comunista e se posicionou abertamente contra a ditadura Vargas. Por esta razão, foi presa várias vezes. No cárcere, dividiu cela com Graciliano Ramos e Olga Benário. Apaixonada pela cultura do povo, dedicou-se a um profundo estudo sobre o folclore brasileiro. Eneida despediu-se das árvores de suas verdes terras num mês de abril. Morreu em 27 de abril de 1971. (Diário do Pará)
SERVIÇO
Peça “Eu Me Confesso Eneida”. Nos dias 12, 13 e 14 de maio, às 21h, e 15, às 20h, na Sala de Ensaios do Instituto de Artes do Pará – IAP (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica). Ingressos antecipados: R$ 15. Na bilheteria: R$ 20. Informações: 9124-5565.
28/02/2012 | MP denuncia suspeito de esquartejar a mulher
28/02/2012 | Aeroclube convoca imprensa para falar de acidentes
28/02/2012 | É impossível a Anac garantir a segurança de voos
28/02/2012 | Pará quer atrair mais investimentos
28/02/2012 | Moju vai legalizar seus lotes urbanos
