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(Foto: Ney Marcondes)
No segundo encontro entre Paysandu e Remo pelo Campeonato Paraense, realizado ontem à tarde no Estádio Olímpico Edgar Proença, não houve vencido ou vencedor se for considerado apenas o placar de 1 a 1, com gols de Vanderson, pelo Papão, e Rodrigo Dantas, pelo Leão. Mas, por trás do empate nesse segundo turno, existe sim o sabor de triunfo aos azulinos e o gosto amargo da derrota para os alvicelestes nessa 709ª edição do clássico Rei da Amazônia.
Do lado da Antonio Baena, os dez pontos adquiridos até aqui são suficientes para seguir entre os quatro times que vão às semifinais do segundo turno. Some-se a isso, o prazer de dificultar ainda mais a vida dos arquirrivais bicolores, com chances cada vez menores de passar à próxima fase.
É que lá na Curuzu o objetivo era devolver a derrota do Re-Pa do primeiro turno e, com os três pontos possíveis, depender apenas de seus jogos para seguir adiante em busca de uma vaga na semifinal. Era... Porque agora, com apenas cinco pontos na tabela, além de ter que buscar a vitória nos seus dois últimos jogos do returno, vai ter que torcer para que o São Raimundo se complique, visto que os santarenos são os principais rivais na briga para terminar entre os quatro que se classificam.
Matemáticas à parte, o resultado foi justo ao que se viu no clássico do Dia do Trabalhador. No primeiro tempo, Jailton Paraíba capitaneava as investidas do Remo nos minutos iniciais, mas depois da pressão fugaz o Paysandu manteve a calma e conseguiu tirar o jogo do seu lado e passou a chegar mais ao espaço de Lopes, pecando nas finalizações, mas com domínio absoluto do jogo. Foi assim até que Vanderson, de fora da área, fez a bola quicar e achar o fundo da rede azulina.
Na etapa final, não precisava ser vidente para saber que 1 a 0 era um resultado perigoso e que nada estava decidido. Os azulinos sabiam disso e acreditaram que era possível reverter o placar, e correram atrás das chances. A pressão deu certo e Rodrigo Dantas empatou o jogo, enquanto o Papão se dava ao luxo de desperdiçar chances claras, como a de Elvis, que perdeu um gol feito. E não passou disso. Ainda bem que a organização teve a feliz ideia de colocar trilha sonora antes, no intervalo e ao final da partida. Nada como um carimbó para esquentar a torcida, já que o show principal foi pouco empolgante... (Diário do Pará)
FICHA TÉCNICA:

TABELA:

01/03/2012 | Papão volta com apenas um ponto
01/03/2012 | Zeziel é a aposta do São Raimundo
01/03/2012 | Cruzmaltinos perdem em casa
01/03/2012 | Goleada do Remo sobre o Águia impressiona novatos
29/02/2012 | Papão domina, mas Cametá segura o empate sem gols
