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Arquipélago foi escolhido em função do alto índice de exclusão social (Foto: Helder Leite)
Um projeto desenvolvido pela coordenação do curso de Ciência da Computação da Universidade da Amazônia (Unama), pretende beneficiar a comunidade ribeirinha do Marajó.
A pesquisa, que tem apoio da Fidesa (Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia), tem como título “Provimento de infraestrutura para a inclusão digital no arquipélago do Marajó via redes tolerantes a atrasos e desconexões”, e vem sendo desenvolvida no laboratório Petala (Pesquisas em Tecnologias Alternativas Ligadas à Amazônia). A ideia é facilitar a vida das pessoas que vivem longe da capital e precisam de auxilio médico.
“O projeto se desenvolve da seguinte forma: as informações referentes às necessidades de atendimento são repassadas de um barco para outro até que cheguem à capital. Assim, se alguém que mora nas localidades distantes da cidade tiver a necessidade de consultar um médico ou conseguir um leito no hospital, esses dados serão repassados pelos barcos. Desse modo, quando o paciente chegar à capital, já estará tudo organizado para recebê-lo”, explica o professor Mauro Margalho, coordenador do curso de Ciência da Computação e autor da pesquisa, que também conta com a participação dos professores Thienne Johnson e Alon Efrat, da Universidade do Arizona.
De acordo com Margalho, para realizar as trocas de dados, foi desenvolvida uma técnica baseada na utilização de computadores.
FUNCIONAMENTO
“Será inserida, em cada barco, uma caixa hermética com um computador pequeno específico e cada um deles será ligado a uma rádio e a uma antena, sendo que todos serão alimentados por baterias. Esse dispositivo tem a capacidade de armazenar dados. Portanto, toda vez que um barco se aproximar de outro, as transmissões das informações serão realizadas automaticamente. Dessa forma, o barco que tiver como destino a capital irá repassar as informações solicitadas pela comunidade ribeirinha”, esclarece.
O arquipélago do Marajó foi escolhido como campo para desenvolvimento do projeto devido ao alto índice de exclusão digital verificado no local. Além disso, o principal meio de transporte utilizado pela comunidade do Marajó é o barco e não há médicos na maioria das cidades localizadas na região.
“O impacto social deste projeto terá uma larga escala, pois irá beneficiar milhares de pessoas nativas. Além disso, o sistema poderá ser usado como uma rede emergencial em casos de sinistros, como o ocorrido no Japão, por exemplo”, finaliza o professor Alon Efrat, também envolvido no projeto.
COMO FUNCIONA
O projeto se desenvolve da seguinte forma: as informações referentes às necessidades de atendimento são repassadas de um barco para outro até que cheguem à capital. Assim, se alguém que mora nas localidades distantes da cidade tiver a necessidade de consultar um médico ou conseguir um leito no hospital, esses dados serão repassados pelos barcos.
(Diário do Pará)
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