1 comentários
Capitania dos Portos verificou itens de segurança nas embarcações (Foto: Wagner Almeida)
Há seis meses a solidariedade tem falado mais alto na rotina do barqueiro Moacyr Pantoja. Dono de uma embarcação que realiza o transporte de 30 estudantes que moram em três ilhas em Belém, ele não recebe pagamento pelo serviço desde outubro do ano passado. As dificuldades estruturais, entretanto, são contornadas para manter os sonhos dos jovens alunos. “Se pararmos, ninguém estuda mais, porque em alguns locais só um barco atende os moradores. Para compensar, a gente tenta tirar dinheiro do açaí, do camarão e às vezes de algum bico, como fretes”.
Apesar do atraso, Moacyr tem esperanças de que a situação se resolva em breve. “Pelo que nos disseram o contrato vai ser regularizado e teremos alguma proteção legal”, afirma.
Garantir esta regularização e organizar o transporte escolar fluvial são os principais objetivos das vistorias realizadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Iniciada ontem, a ação atingirá as 42 embarcações que prestam o serviço, verificando condições de segurança, documentação e manutenção. “São obrigatórias a presença e correto armazenamento de coletes, extintores de incêndio, boias circulares e flutuantes”, explica o sargento Edmundo César Corrêa, da Capitania dos Portos, órgão responsável pela vistoria. Dos três barcos analisados, apenas um necessitava de ajustes, pois estava sem um dos cabos auxiliares.
“Também estamos fazendo o levantamento das rotas, que até o momento são 48, e já pedimos a relação de estudantes às 10 escolas existentes nas ilhas”, afirma o gerente de transportes da Seduc, Nilton Santiago. Segundo dados da secretaria, cerca de 1.120 estudantes dependem do serviço.
Sobre o atraso no pagamento, ele explica que primeiro será feito um levantamento das dívidas existentes. “A prioridade é começar logo o transporte dos estudantes que iniciam agora o ano letivo, com contratos individuais com cada embarcação e não mais através de cooperativas, depois faremos o pagamento de setembro a dezembro de 2009”, frisa Nilton, sem, contudo, estabelecer prazos.
A vistoria das embarcações que realizam o transporte escolar continua até o dia 7 de maio. (Diário do Pará)
29/02/2012 | Justiça garante atendimento aos renais crônicos
29/02/2012 | MP assegura direito à paternidade de crianças
29/02/2012 | Nível do rio Tocantins sobe e desaloja famílias
29/02/2012 | Teste rápido de HIV desperta interesse em Muaná
29/02/2012 | Reunião vai discutir caso da Celpa no Congresso
