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Vida de fã vai além de suor e lágrimas

Domingo, 24/04/2011, 11:10:55
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Recentemente um estudo promovido pela TNS revelou que a beleza e a rebeldia são os fatores que mais influenciam na escolha de um ídolo. Entre 1,5 mil jovens brasileiros entrevistados, Reynaldo Gianecchini e Juliana Paes são os favoritos.

"Os adolescentes estão em busca de uma identidade e apresentam mais vulnerabilidade. Muitas vezes, podem buscar essa referência na figura de um ídolo, uma vez que estão formando sua personalidade, é nesse período que eles se agrupam, se descobrem, e a figura de um ídolo pode servir como espelho a ser seguido", diz a psicóloga Karina Higa.

O ato de admirar alguém - inclusive até à exaustão - é bastante conhecido por Patrícia Souza, de 25 anos. A publicitária é fã da banda KLB desde os 15 anos, e conta: "Tinha tempo livre, acompanhava os shows, programas de TV, viajava atrás deles, tirava inúmeras fotos. Chegava até a brigar com meus pais para poder ir aos lugares".

Com a maturidade, ela garante que as coisas melhoraram. "Na realidade, acredito que atualmente, gastaria menos dinheiro e investiria mais em mim. Mas claro que foi uma coisa gostosa de se viver, arrumei uma porção de amigos com coisas em comum e tive momentos ótimos. Hoje estou mais centrada nas minhas atividades pessoais e crescimento profissional".

O amor pelos ídolos, muitas vezes ultrapassa o que já conhecemos, como a doação de suor e lágrimas. Em alguns casos, como Bryan Ellis (fã de Rebecca Black), existe manifestações intensas e modificações físicas.

O garoto de 19 anos mora no Texas e, indignado com a perseguição à cantora, decidiu fazer uma tatuagem dizendo "deixem Rebecca Black em paz". "Eu realmente não gostei de ver tantas pessoas falando mal dela. Não há nenhuma razão para dizerem essas coisas, ela só tem 13 anos" declarou à MTV.

Além das pesquisas, o mainstream (senso da grande maioria) aponta que as culturas de massas e redes sociais têm aproximado fãs e ídolos.

No entanto, deve-se ter parcimônia e ficar atento quando o fanatismo foge do controle. "Quando o fã deixa sua vida social para viver uma vida atrás do ídolo é o momento em que os pais devem se atentar, prestar atenção em como o adolescente expressa seu fanatismo, pois pode virar doença", garante a psicóloga. (eBand)
    

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