1 comentários
Pedestre atravessa a rodovia BR-316 embaixo de uma passarela (Foto: Paula Lourinho)
A autônoma Aldelir da Silva, que trabalha com a venda de doces em um trecho da BR-316, já perdeu a conta do número de acidentes que presenciou na rodovia. Ela disse que “já viu de tudo”: colisões envolvendo automóveis, motocicletas e ciclistas. Porém, o que mais lhe chamou atenção foi um acidente envolvendo um pedestre. “Pro pedestre é muito mais perigoso. Eu já vi gente sendo atropelada bem aqui na minha frente porque foi atravessar embaixo da passarela”.
O número de acidentes registrados nas rodovias federais do Estado nos três primeiros meses deste ano já supera os acidentes contabilizados no mesmo período do ano passado. De janeiro até março de 2011, foram registrados, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF/PA), 991 acidentes, sendo que nos três primeiros meses do ano passado foram contabilizados 957.
Apesar do registro fazer referência a todas as rodovias federais que cortam o Pará, segundo o inspetor da PRF-PA, Max Daniel Silva, a maioria dos acidentes acontece na BR-316. “Temos 11 rodovias federais no Estado, mas 60% dos acidentes acontecem na BR-316”.
CIRCULAÇÃO
Segundo ele, o índice pode ser explicado pela grande circulação de pessoas na rodovia. “A BR-316 é a única via de acesso terrestre à capital e à Região Metropolitana e também aos principais balneários do Estado”. Como o início da rodovia também concentra um grande espaço de urbanização, os acidentes são mais frequentes. “Os primeiros 20 quilômetros da BR são bem urbanizados, com uma grande circulação de pessoas e veículos”.
Segundo um cálculo realizado pela PRF, que leva em consideração a proporcionalidade entre a quilometragem e o número de acidentes que acontecem nesse intervalo, o trecho que corresponde aos 20 primeiros quilômetros da BR-316, que vai desde o Entroncamento até o município de Benevides, concentra o maior número de acidentes por quilômetro das rodovias federais do Brasil. “A estrutura desse trecho já não se adequa à quantidade de veículos que passam por ali. Não tem ciclofaixas e nem passarelas suficientes para os pedestres”, explica o inspetor.
IMPRUDÊNCIA
Ainda assim, ele atribui à principal causa dos acidentes a falta de atenção e a imprudência. “60% da causa de acidentes estão na imprudência tanto do condutor do veículo quanto do pedestre e do ciclista”.
O líder comunitário Cláudio Almeida, que tem o costume de transitar pela BR-316, concorda que grande parte dos acidentes são causados pela falta de atenção dos próprios pedestres. “É mais por descuido do pedestre que acontece esses acidentes. Se houvesse uma lei mais rígida contra os pedestres, os acidentes seriam evitados”, comenta ao ver uma mulher atravessar embaixo de uma passarela da rodovia.
Os acidentes são conhecidos pelo universitário Luiz Carlos da Silva, que também costuma passar pela BR-316. Ele lembra do acidente que mais lhe chamou atenção na rodovia. “Lembro que teve um em que o rapaz ficou embaixo de um caminhão. Tem que ter muito cuidado”.
“As colisões não são mais graves, nesse trecho, pela grande quantidade de veículos que transitam pelo local, deixando o trânsito lento. A maioria das colisões causa só danos materiais, mas no perímetro que segue de Castanhal, os acidentes costumam ser mais graves. São capotamentos e colisões de veículos mais pesados”,
explica Max. (Diário do Pará)
28/02/2012 | Recadastramento do Bolsa Família gera fila
28/02/2012 | Concursados do Evandro Chagas querem nomeação
28/02/2012 | MP denuncia suspeito de esquartejar a mulher
28/02/2012 | Aeroclube convoca imprensa para falar de acidentes
28/02/2012 | É impossível a Anac garantir a segurança de voos
