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As férias acabaram para cerca de 800 mil alunos da rede estadual (Foto: Tarso Sarraf/ Arquivo)
Cerca de 800 mil alunos voltarão às aulas hoje na rede estadual de ensino. O início do ano letivo 2011 será aberto pelo secretário de Estado de Educação, Nilson Pinto, que dará as boas vindas aos alunos no auditório da Escola Souza Franco, a partir das 8h. Ainda na programação de volta às aulas, o Juizado da Infância e da Adolescência vai apresentar o Estatuto da Criança e do Adolescente e na Escola Cordeiro de Farias haverá apresentação de um grupo de hip-hop.
Para este ano letivo, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) está investindo na retomada das reformas de 100 escolas. “Será feita a recuperação de algumas escolas que se encontram em situações muito complicadas. Vamos trabalhar em termos de telhados, banheiros, parte elétrica, limpeza e pintura. A recuperação já está em processo e continuará ocorrendo normalmente mesmo com o retorno das aulas. Contudo, estamos priorizando a sala de aula para que não prejudique o ano letivo”, esclarece o secretário adjunto de Ensino, Cláudio Ribeiro.
Ainda segundo o secretário, através do levantamento feito pela Secretaria Adjunta de Logística Escolar, 90 mil novas carteiras escolares serão distribuídas até hoje, 40 mil só na Região Metropolitana de Belém e as demais no interior do Estado. Antes do início das aulas, os professores participaram de semanas pedagógicas. A merenda escolar ainda está em processo de distribuição e passará por mudanças no cardápio a partir do segundo semestre deste ano.
ESCOLAS
Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Conceição Holanda, ainda não é possível constatar a atual situação das escolas estaduais. “A gente só vai ter um quadro das reais condições das escolas a partir do retorno das aulas. No final do mandato, o governo passado ficou de arrumar algumas instituições da região metropolitana, algumas escolas receberiam computadores e cadeiras novas. Não quer dizer que tenha suprido as necessidades na capital e no interior”.
MATRÍCULA
O período de pré-matrícula começou em janeiro e seguiu até fevereiro. Mesmo após o término do prazo estabelecido pelo cronograma oficial, a Seduc inseriu um novo período que se encerrou no dia 16 de março. Mas quem não se matriculou ainda tem uma terceira chance. “Nós ainda continuamos matriculando na rede estadual naquelas escolas que ainda possuem vagas disponíveis”, explica a coordenadora de matrícula da Seduc, Suely Domont. Para garantir a vaga e não perder o ano letivo, os estudantes devem acessar o site da secretária ou ligar para a central de atendimento.
Até agora, a Seduc já registrou cerca de 450 mil matrículas em todo o Estado contando com os alunos novos e os que já fazem parte da rede. Só em Belém, são cerca de 160 mil. Como muitas matrículas ainda não foram inseridas no sistema, a projeção é que esse número chegue a 800 mil alunos. “Esse ainda não é o número real, as escolas terão até o dia 30 de abril para inserir as matrículas manuais no sistema de matrículas”, pontua a coordenadora. Ela ainda acrescenta que esse ano foram ofertadas 290 mil novas vagas em todo o Pará. “Houve um crescimento em todas as modalidades de ensino”.
(Diário do Pará)
Adilson Teixeira, que morreu após queda do quarto andar no Hospital Ophir Loyola (HOL), na última sexta-feira, foi enterrado ontem às 10h em um cemitério de Ananindeua, sob muito choro e revolta.
“Não conseguimos aceitar que ele foi forte o bastante para aguentar o pior, que era esperar pelo rim que veio de Cuiabá e ter morrido assim, por descaso do hospital”, lamentou a viúva Eliana Anjo. Ela afirma que, após o marido ter sido submetido ao transplante de rim, começaram as crises de ataque de pânico e de angústia.
Ainda segundo ela, durante os dez dias em que Adilson ficou internado após o transplante, o quadro mental dele só piorou. “Ele (Adilson) implorava para que as psicólogas fossem visitá-lo, pois ele achava que não estava bem. Ele já estava anunciando que algo ia acontecer. E somente eles não entendiam”.
Adilson, que morreu aos 37 anos, deixou a esposa e dois filhos, de nove e dez anos. Ele estava doente há dez anos e há sete fazia diálise. Era ambulante e morava no bairro do
Curuçambá. A assessoria de comunicação do HOL afirmou, através de nota, que era de conhecimento deles que Adilson apresentava sinais de ansiedade, após ter feito o transplante. Eles também esclarecem que o paciente era monitorado por psicólogos e assistentes sociais do setor de transplantes do hospital, além de ter o acompanhamento permanente da família.
Adilson ainda chegou a ser atendido por médicos do próprio hospital após a queda, mas morreu minutos depois. A direção do Ophir Loyola já pediu apuração do caso à polícia. (Diário do Pará)
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