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Farinha em condições duvidosas de higiene

Segunda-Feira, 04/04/2011, 02:49:45

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Farinha em condições duvidosas de higiene (Foto: Mácio Ferreira)

Farinha de mandioca é produzida e vendida sem as devidas condições (Foto: Mácio Ferreira)

Na mesa do paraense não pode faltar a famosa farinha da mandioca, alimento facilmente encontrado nas feiras de Belém. No entanto, muitos consumidores desconhecem como o preparo e acondicionamento do produto ocorrem e porque, muitas vezes, acabam encontrando farpas, pedrinhas e outros resíduos que muitas vezes passam despercebidos na hora da compra. Isso ocorre porque, em muitos casos, o produto é comercializado sem as devidas condições higiênico-sanitárias.

Preocupadas com essa questão, as alunas do curso de Farmácia do Centro Universitário do Pará (Cesupa), Lílian Nunes, Rafaela Tabosa e Suzana Menezes realizaram pesquisa que teve como objetivo principal avaliar a qualidade da farinha nos locais de venda, analisando sujidades macroscópicas, microscópicas e características físico-químicas.

Das 50 amostras de farinha coletadas, apenas 24% apresentaram condições higiênicas satisfatórias. Fora das especificações exigidas foram encontradas 24% das amostras com alto teor de cinzas e 22% das amostras apresentaram umidade. A maior incidência de reprovação da qualidade da farinha de mandioca provém da precariedade com a qual o alimento é manuseado, desde seu preparo até passar para as mãos do consumidor.

A mandioca se destaca como produto inerente à agricultura familiar do Pará, sendo uma das principais culturas do Brasil. No entanto, ainda observa-se que o manuseio dado ao produto compromete sua qualidade, colocando em risco a saúde dos consumidores. Irregularidades como locais inadequados de venda, condições de transporte e contaminações diversas acabam comprometendo a qualidade da mandioca e seus derivados.

A ingestão de alimentos em condições insalubres coloca em risco a saúde do consumidor, expondo-o aos perigos físicos, como ingestão de fibras sintéticas, pedaços de vidro e plástico, químicos (resíduos de substâncias tóxicas) e biológicos (contaminação com vírus, bactérias e parasitas). Quando ocorre toxinfecção, o consumidor apresenta sintomas como mal-estar, dores de estômago, diarreia e vômito.

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