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Cambistas seguem agindo, apesar da proibição

Sexta-Feira, 01/04/2011, 10:36:28

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Cambistas seguem agindo, apesar da proibição (Foto: THIAGO ARAUJO)

(Foto: THIAGO ARAUJO)

Na partida de quarta-feira entre Paysandu e Bahia, pela Copa do Brasil, não foi só o placar de 0 x 0 que deixou o torcedor bicolor chateado. Alguns alegam que adquiriram ingressos falsos. O estudante universitário Felipe Sena descreve que viu um grupo de torcedores reclamando nas catracas de acesso ao Estádio Mangueirão. “Observei um grupo de torcedores chamando a cavalaria da polícia para correr atrás de cambista, porque eles tinham comprado ingressos, mas não estavam conseguindo passar pela catraca do estádio”. Segundo ele, a cena é comum. “Na Curuzu nem tanto, mas aqui (no Mangueirão) é quase corriqueira essa situação de ingressos falsos”.

O problema é realmente das antigas, inclusive, as próprias autoridades esportivas locais lamentam o ocorrido. “Infelizmente, isso acontece mesmo. Vamos esperar para que um dia fabriquem um ingresso que seja impossível de ser copiado”, afirmou Toninho Assef, vice-presidente do Paysandu, acrescentando. “Todos perdem: os clubes, torcedores, imprensa, Federação”. O Coronel Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, coloca a impunidade como a responsável pelos incidentes. “É um problema antigo. Já houve apreensão de torcedores vendendo ingressos falsos, vira processo na Justiça, mas nunca fiquei sabendo de alguém punido”.

De acordo com Estatuto do Torcedor, a responsabilidade de emissão, venda e sistema de segurança contra falsificação é exclusiva do clube mandante do jogo, no caso da última quarta-feira, o Paysandu. Segundo Coronel Cláudio Santos, diretor de segurança do Papão, para a operação de fiscalização, o clube recebe auxílio das Polícias Militar e Civil e do sistema de câmeras do Mangueirão. O Coronel afirma que não houve nenhum registro de ocorrência de falsificação na partida contra o Bahia. “O que houve foram torcedores que danificaram os seus ingressos, mas foram todos resolvidos e entraram. Quando encontramos ingressos piratas, o torcedor é levado ao setor de segurança para prestar esclarecimentos”, contou.

Para tentar diminuir as ocorrências de falsificação, a diretoria bicolor pretende vender ingressos de caráter pessoal. “Não existe ingresso à prova de falsificação, portanto, vamos sempre estar à mercê desse crime. Mas o Paysandu pretende, o quanto antes, passar a vender ingresso com o nome completo do torcedor, assim como ocorre no Sul do país e no exterior”, revela o Coronel. Por enquanto, o torcedor deve se prevenir e seguir a dica de segurança. “Orientamos que o torcedor só compre ingressos em locais oficiais. Nunca de terceiros ou cambistas para não passar por constrangimento”, informou. (Diário do Pará) Cambistas seguem agindo, apesar da proibição

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