Busca

Versão móvel do Diário Online

Fechar

Buscar por:

Filtro:

Oito mil empregos não são ocupados a cada ano

Sexta-Feira, 01/04/2011, 07:45:22
Tamanho da fonte: A- A+

Cerca de 25% das vagas captadas no mercado de trabalho pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine/PA), nos últimos quatro anos, não foram preenchidas, principalmente por falta de qualificação de mão-de-obra.

O número de vagas que não foram preenchidas, em média, nos últimos quatros anos chegou a 8.859 vagas ao ano. Sobraram 8.574 vagas em 2007; 9.070 em 2008; 8.915 em 2009; e 8.876 vagas em 2010.

A análise da trajetória do emprego formal no Pará em 2010, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), com base em dados do Ministério do Trabalho, mostra um crescimento recorde de 9,54% na geração de empregos formais no Pará, com um saldo positivo de 54.446 postos de trabalhos (328.142 admissões contra 273.696 desligamentos).

Esse resultado é o maior já obtido desde a criação da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 1992. Essa tendência deve se repetir este ano, quando deverão ser gerados cerca de 50 mil novos empregos que continuarão sobrando, apesar de continuarem a existir desempregados em todo o Estado.

O supervisor técnico do Dieese/PA, o economista Roberto Sena, elogia o Programa de Intermediação de Mão-de-Obra, gerido pelo Sine/PA, que alcançou bons resultados na captação de vagas no mercado de trabalho.

O número médio de inscritos no programa, no Balcão do Sine/PA, foi de 94.398 pessoas ao ano, entre 2007 e 2010. Nesse período, o Sine/PA captou em média 32.768 vagas e encaminhou cerca de 55 mil trabalhadores ao mercado de trabalho por ano. Mas nem todas as vagas foram preenchidas e a média de pessoas efetivamente colocadas no mercado de trabalho foi de 23.910 pessoas ao ano.

O pessoal do primeiro emprego e os demitidos em idade avançada que retornam ao mercado também contribuíram para isso, mas foi a falta de recursos para a qualificação da mão-de-obra que mais pesou. Os cerca de R$ 1 milhão investidos por ano em qualificação profissional, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador e do Bolsa Trabalho, “não são suficientes para fazer frente à grande demanda e às exigências do mercado, principalmente nesta fase de crescimento do emprego como vem ocorrendo em todo o Estado do Pará”, afirma Sena.

Ele alerta que só com mais investimentos na educação e na qualificação da mão-de-obra essa situação poderá mudar “sob pena de gerarmos empregos que serão preenchidos por profissionais mais qualificados de outros estados”. (Diário do Pará)

Que nota você dá para esta notícia?
Comentar
Aviso Importante: Os comentários publicados não refletem a opinião deste site. Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade dos seus autores. Não serão publicados comentários totalmente em letras maiusculas (caixa alta). O site reserva-se o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional também serão excluídos.

Notificar erro

Compartilhar por email