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José Almir, 51 anos, trabalha há quinze na feira vendendo macaxeira e se considera um privilegiado por ser um dos “filhos” do local. “Eu era servente de pedreiro e não tinha emprego fixo. Então, o Ver-o-Peso me acolheu”, lembra.
Perguntado sobre quanto tempo pretende continuar trabalhando ali, ele é categórico. “Agora, vou ficar aqui até o resto da minha vida”.
Tirando fotos de cada detalhe da feira, Feliciana Teixeira, 59 anos, estava acompanhada do marido Nonato e o neto Júlio. Mas ela não é turista. É de Belém mesmo e afirma que aproveitou que os carros não estavam circulando na Boulevard Castilhos França para passear e tirar muitas fotos.
“Viemos aproveitar a oportunidade, ver o local que a gente não aproveita normalmente. Já tomamos mingau de milho, comemos fruta e agora estamos guardando os momentos da festa”, disse a dona-de-casa, que todos os sábados compra peixe na feira.
Mas a alegria da comemoração também dá espaço para a crítica. “A feira está precisando de uma reforma urgente. Não fazem muito caso de uma obra tão importante para a cidade”, lembra Valdemar Ferreira, 52 anos.
“Tem muito lixo, é preciso se preocupar com a feira agora e depois em manter para as futuras gerações”. (Diário do Pará)
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