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Peritos do Ministério Público Federal (MPF) começaram a analisar pastas repletas de documentos, assim como cópias dos arquivos dos computadores apreendidos anteontem em em prédios da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). As apreensões resultaram da operação conjunta com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal que apura fraudes de R$ 10 milhões com despesas hospitalares, procedimentos médicos e prescrição de remédios superfaturados. A Sesma recebia o dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) para pagar os serviços, muitos deles simplesmente “fantasmas”, segundo as investigações.
A CGU não tem dúvida de que o esquema montado em Belém para lesar os cofres públicos tinha servidores da Sesma como principais envolvidos. O secretário de Saúde, Sérgio Pimentel, durante entrevista, declarou-se surpreso com a operação desencadeada pelos agentes federais, afirmando que a denúncia que provocou a operação era anônima.
Fonte que participou da operação policial relata ter sido descoberto, entre outras fraudes, que medicamentos caros foram receitados para pacientes que sequer precisavam deles. As doenças, na maioria dos casos, demandavam remédios mais baratos e igualmente eficazes. O objetivo era encarecer o atendimento, fazendo com que o SUS despendesse mais recursos. Um exemplo: despesa de R$ 500 por atendimento se transformava em R$ 3 mil.
A investigação em andamento abrange atendimentos na rede hospitalar desde 2008. Ela tenta esclarecer se o superfaturamento era feito dentro do hospital ou na própria Sesma, na hora da confecção das planilhas de pagamento à rede conveniada. Outra hipótese investigada é a de o documento enviado para Brasília pela Sesma já apresentar adulteração para captação dos recursos. (Diário Online)
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