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Águas baixam e deixam danos

Quarta-Feira, 23/03/2011, 08:37:43
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Águas baixam e deixam danos (Foto: Paula Lourinho)

As erveiras do Ver-o-Peso deram um “jeitinho” de escapar da maré (Foto: Paula Lourinho)

A maré atingiu cerca de 3,8 metros no início da tarde de ontem em Belém e invadiu novamente ruas no centro. Em uma hora e meia, foi tempo bastante para atrapalhar a vida dos trabalhadores do Ver-o-Peso e entorno. Na seção das ervas, as vendedoras tiveram que ficar com as pernas suspensas para se afastar da água. “Não tem como fugir dessa maré. São 38 anos de Ver-o-Peso e estou acostumada”, disse Maria dos Anjos de Jesus, de 60 anos.

A água não chegou a invadir o mercado de peixe. Somente as lojas laterais do mercado foram parcialmente atingidas. O começo da avenida Portugal ficou bastante alagado. Passavam somente ônibus e carros altos. Poucos lojistas arriscaram abrir seus comércios. “Não dá é para ficar esperando a maré baixar”, contou o gerente de uma loja de roupas, Pedro Nascimento.
A maré também atraiu curiosos, como o aposentado Valmir Santos, de 49 anos. “Sempre venho ver. Esse ano trouxe até meu neto”.

Depois que a água baixou, ficou o lixo espalhado pela feira. “É uma vergonha que às vésperas de mais um aniversário o nosso cartão-postal esteja tão feio”, lamenta o empresário Ricardo Massoud.

SALINAS

Ontem, após quatro dias de maré alta, que danificou 16 barracas na praia do Atalaia e inundou ruas, foi a vez dos moradores de Salinópolis consertarem os prejuízos, com as máquinas da prefeitura trabalhando na orla.

A praia do Atalaia foi a parte mais atingida pelas marés registradas da última sexta até esta segunda. Duas vias também foram parcialmente isoladas pelo Corpo de Bombeiros - a avenida Miramar e a São Sebastião -, que tiveram trechos submersos. O bairro do Porto Grande, numa área baixa, também foi atingido, e fez com que moradores andassem com água à altura do joelho.

A presidente da Associação dos Barraqueiros do Atalaia, Rosália Almeida, agendou uma audiência com o prefeito Wagner Curi para solicitar ajuda na reconstrução das barracas. (Diário do Pará)

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