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(Foto: Divulgação)
“O carnaval acabou, mas a folia continua”. Dessa forma Pedro Luis, um dos vocalistas do Monobloco, se despediu do público, no último domingo, no show que levou mais de 500 mil pessoas para a avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Quem estava na plateia presenciou o show que quebrou todos os recordes de público do grupo carioca, que ano passado levou 350 mil pessoas às ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. E hoje, quem for ao Festival Sambalaio, no Hangar Centro de Convenções, vai assistir ao show de uma banda que está em plena ebulição.
O Monobloco se apresenta pela terceira vez em Belém, e é a primeira que vem através das produtoras Sonique e Se Rasgum. O evento em que serão a atração principal é o Festival Sambalaio, que terá sua primeira edição hoje, junto com a banda pernambucana Seu Chico e as atrações locais Juliana Sinimbú e O Charme do Choro.
O grupo, que reúne mais de 20 músicos em cima do palco, é regido pelo maestro Celso Alvim, e conta com alguns frontman de peso, como Pedro Luís, Fábio Allman, Renato Biguli, Pedro Quental e Alexandre Momo. O Monobloco surgiu em 2000, idealizado pelos integrantes da banda Pedro Luís e A Parede: Celso Alvim, Mário Moura, Sidon Silva, C.A. Ferrari e Pedro Luís. Hoje em dia, o Monobloco está entre os grupos brasileiros que contabilizam mais apresentações durante o ano todo.
Em 2007, a banda fez mais de 90 shows, uma média de quase oito shows por mês. Em 2008, o grupo participou dos festivais internacionais Sydney Festival, na Austrália, e o Jambalaya Festival, em Rotorua, na Nova Zelândia. No ano passado, o Monobloco fez shows e ministrou oficinas de percussão na Irlanda, Inglaterra e Dinamarca. O repertório eclético vai das marchinhas tradicionais de João Roberto Kelly ao samba de Cartola e Clara Nunes, passando pelo xote de Alceu Valença, o forró de Luiz Gonzaga, o funk de MC Leonardo, além das canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Tim Maia e outros grandes nomes da MPB. Uma ode à música nacional com o genuíno batuque do samba.
A mistura inusitada também está presente na bateria. Aos tradicionais instrumentos de escola de samba - como cavaco, repique, tamborim, chocalho, surdo e agogô - foram incorporados recentemente um baixo e uma guitarra. “Isso é o que o Monobloco tem de melhor”, diz Pedro Luís. “Um repertório de baile, com variadas vertentes da música brasileira, tratado de um jeito muito peculiar e valorizando o instrumental das escolas de samba”. O maestro Celso Alvim faz coro: “A variedade de estilos musicais e de repertório, tocados por uma bateria de samba, causa surpresa grande no público”. Leia mais no Diário do Pará
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