Néia passou por cirurgia em um olho e se prepara para operar o outro (Foto: Tarso Sarraf)
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui aproximadamente 2 milhões de portadores de catarata e 120 mil novos casos são registrados a cada ano. Pensando nessa grande demanda, o Hospital Universitário Bettina Ferro Souza (HUBFS) realiza, no próximo sábado, o “Mutirão da Catarata”. Das 7h às 12h, serão recebidas pessoas para triagem, que encaminhará pacientes a procedimentos cirúrgicos, de forma gratuita, de acordo com a necessidade.
“A consulta e os exames serão feitos para checar a situação de cada paciente. Quem tiver condições, poderá enfrentar a cirurgia. O paciente já sai do mutirão com a data da cirurgia marcada”, informa o diretor geral do HUBFS, Paulo Amorim.
Poderão participar do mutirão pessoas com idade acima de 55 anos e que nunca foram operadas. É preciso também estar com documentos originais de registro geral, CPF, comprovante de residência e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), embora este último não seja um critério eliminatório. É desejável também que a pessoa portadora da doença esteja acompanhada.
Para ação, o hospital montou uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, oftalmologistas e cardiologistas. Ao todo, serão 40 profissionais envolvidos no mutirão contra a catarata.
As operações começarão a ser executadas duas semanas após a triagem. Não há nenhuma restrição quanto ao número de procedimentos cirúrgicos. Todas as cirurgias serão feitas no período de três meses. O hospital também oferece todo acompanhamento durante o pós-operatório até a alta definitiva. “A cirurgia é simples, e o paciente é liberado cerca de uma hora após a operação. Quando sai, já tem seu pós-operatório agendado. Todo o procedimento também inclui a realização de exames como ultrassom e mapeamento de retina, caso exista necessidade”, destaca a mestre em enfermagem, Cristina Mitiko.
Quanto à necessidade de se submeter ou não ao procedimento cirúrgico, o médico Eduardo Braga, coordenador do serviço de oftalmologia do HUBFS, lembra que “os sintomas estão relacionados à diminuição da visão. O que compromete a qualidade de vida dos indivíduos. A intensidade com que a catarata incomoda e prejudica a cada um, em muitos casos, é o que vai definir a necessidade da cirurgia. No geral, não precisa ter pressa”. Leia mais no Diário do Pará.
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