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Bebê foi levado para posto de saúde, depois para hospital Anita Gerosa (Foto: Reprodução/ TV RBA)
O recém-nascido que foi encontrado na última terça-feira dentro de um saco plástico, abandonado em um matagal, já está fora de perigo. O menino foi abandonado em um sítio, no bairro do 40 horas, em Ananindeua.
No local onde a criança foi encontrada ainda está o saco plástico em que foi colocada. Milena dos Santos, que mora próximo ao sítio, conta que no saco plástico também continha um pedaço de pano e um copo de vidro quebrado. “Ele (bebê) estava um pouco machucado e tinha esses pedaços de vidro dentro do saco”, diz.
Os moradores descobriram a criança após uma adolescente ter afirmado ouvir o choro de uma criança. “A menina passou o dia dizendo que estava ouvindo o choro, mas ninguém acreditou muito. Depois a tia dela chegou e foram procurar, olharam por cima do muro e viram a criança”, conta.
Como o portão que dá acesso ao sítio estava fechado, os moradores precisaram pular o muro para salvar a criança. O primeiro a chegar ao lugar foi Victor Farias, de 12 anos. “Estava só a cabeça dele dentro do saco e ainda tinha a placenta”, relata. Imediatamente, os moradores levaram a criança para a unidade de saúde da Cidade Nova VI. Depois a criança foi transferida para o hospital Anita Gerosa, em Ananindeua.
MARCAS
A assistente social do hospital, Luziane Lopes, informou que o bebê deu entrada no hospital com várias marcas pelo corpo (ocasionadas provavelmente por picadas de insetos) e com desconforto respiratório. Apesar de estar fora de perigo, a criança está internada na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), recebendo oxigênio e se alimentando através de uma sonda.
“A criança nasceu de nove meses e aparentemente de parto normal. Ela vai permanecer em observação e, por enquanto, não há previsão de alta”, disse a assistente. Quando sair do hospital, o bebê será entregue ao Conselho Tutelar de Ananindeua.
INVESTIGAÇÃO
Policiais civis e militares seguem as buscas para encontrar a mãe que abandonou o bebê. Informações levantadas pela polícia, com base em relatos de populares da área, apontam como possível acusada de ser a mãe uma mulher conhecida como “capetinha”.
Segundo a chefe de operações, investigadora Maria de Nazaré Bechara, da Seccional da Cidade Nova, moradores da área do Jardim Nova Esperança informaram que, momentos antes de o bebê ser encontrado, uma mulher conhecida como “capetinha”, que seria viciada em drogas e aparentava estar grávida, foi vista andando próximo ao local onde foi abandonado o menino. (Diário do Pará)
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