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Segundo o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, até o momento, os acordos feitos entre as vítimas do desabamento do edifício Real Class têm sido “satisfatórios”. Uma das prioridades eram as pessoas que haviam comprado os apartamentos do prédio destruído. Dos 60 apartamentos, 34 já estavam vendidos.
“Essa era uma das maiores preocupações do Ministério Público, mas todas as pessoas que haviam comprado apartamentos no Real Class já foram indenizadas e estão satisfeitas com os acordos. Alguns ficaram com imóveis de outras construtoras ou mesmo da Real Engenharia e alguns preferiam uma indenização em dinheiro. Isso pode variar dependendo do caso”.
Os moradores da travessa Três de Maio que tiveram prejuízos menores também já foram atendidos e tiveram as casas recuperadas. Com relação às famílias dos dois operários mortos, o promotor afirmou não estar acompanhando de perto o caso. Já no que diz respeito à família de dona Maria Raimunda, moradora da casa ao lado do edifício, morta durante o desabamento, algumas ações já foram tomadas. A construtora pagou o funeral da aposentada e também entregou R$ 30 mil para a compra de móveis. Uma casa deve ser alugada para uso da família até que um acordo oficial seja fechado. “É claro que fechar um acordo entre as partes é muito difícil.
Não são apenas os bens materiais, é a indenização pela morte de dona Maria Raimunda. Mas vejo o andamento dessa negociação de forma muito positiva. A Real Engenharia já ofereceu um bom valor para os filhos e para o viúvo. Mas é claro que, apesar das negociações estarem acontecendo de forma positiva, se não houver um acordo, a família tem todo o direito de ingressar na Justiça contra a construtora”.
No que diz respeito aos moradores do edifício Blumenau, o promotor de Justiça afirmou que já não há problemas que impeçam o retorno dos moradores. O que está em aberto, por enquanto, é se haverá alguma indenização pelos 30 dias que as pessoas foram obrigadas a permanecer fora de suas residências. (Diário do Pará)
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