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Doenças renais: cardíacos são mais vulneráveis

Segunda-Feira, 14/03/2011, 03:32:21
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Doenças renais: cardíacos são mais vulneráveis (Foto: Paula Lourinho)

Em alusão ao Dia do Rim, foram realizados vários tipos de exames (Foto: Paula Lourinho)

Os rins são tão vitais que o seu mau funcionamento resulta em doenças cardiovasculares, e a parada da função renal acaba em morte. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) apontam que as doenças renais atingem 10 milhões de brasileiros, embora boa parte nem saiba que está doente.

Em alusão ao Dia Mundial do Rim – que ocorreu no último dia 10 – e para alertar a população para os problemas renais que cada vez mais atingem pessoas, cinco clínicas particulares de Belém realizaram um dia de conscientização, com exames de pressão arterial, glicemia e medição de IMC (Índice de Massa Corpórea).

“Em primeiro lugar orientamos sobre como prevenir doenças renais, oferecendo os exames e falando sobre os sinais e sintomas dessas doenças, além de fornecer orientação nutricional para cada pessoa”, contou Lorene Mota, coordenadora da campanha “Proteja seus rins, salve seu coração”, que foca no público que possui ou tem tendências a hipertensão e diabetes.

Ainda segundo a SBN, 50% das pessoas que possuem problemas cardíacos desenvolvem doenças renais. Os diabéticos e hipertensos merecem atenção especial porque fazem parte do grupo de risco. “Estima-se que no Brasil existem 19 milhões de hipertensos e 8 milhões de diabéticos. As inflamações nos rins de múltiplas causas – nefrites – ainda respondem por boa parte das insuficiências renais, mas aos poucos o diabetes e a hipertensão estão subindo de patamar”, explicou a nefrologista Ana Lidia Cabeça.

A médica informou ainda que dificilmente a insuficiência renal acomete apenas um dos rins. “Quando um rim sofre sozinho o outro descompensa. A maioria das doenças afeta globalmente os dois”.

DORFLEX

“É fundamental que a atenção básica funcione, que os médicos das unidades de saúde estejam capacitados assim como os da saúde da família, para orientar a população e dar o tratamento inicial para o doente. Tem pessoas que estão com dor de cabeça e tomam Dorflex em excesso, sem saber que é um medicamento que lesiona o rim. Tem que haver esclarecimento, acompanhamento nutricional, para evitar que o paciente busque o tratamento para a doença renal apenas quando já está grave”, frisou Belina Soares, presidente da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Pará.

MÁQUINAS

Segundo o titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, 187 máquinas estarão funcionando em cerca de 120 dias. “Destas, compraremos apenas 40. Já dispomos das outras. A partir disso, trabalhamos na instalação dos serviços de hemodiálise, onde cada um possui no mínimo 10 máquinas”.

O secretário informou que até final de maio serão instaladas 20 máquinas em Ulianópolis e outras 20 em Ananindeua, dentro de hospitais que já possuem CTI, sistema de osmose reversa e máquinas de reserva. Em Bragança, no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, o serviço de hemodiálise deve estar funcionando até o final do mês, com capacidade para atender 60 pessoas em regime de três turnos. (Diário do Pará)

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