Na periferia de Marituba, ruas viraram rios (Foto: Thiago Figueira)
Na manhã de ontem (13), ainda era possível ver os resquícios dos estragos causados pela chuva que ocorreu na tarde de sábado e só parou na madrugada do domingo na Região Metropolitana de Belém. Na periferia do município de Marituba, mesmo às 10h de ontem, os moradores ainda atravessavam a travessa Nossa Senhora de Nazaré com a água acima do joelho. Os moradores afirmaram que a situação estava muito pior na noite de sábado. “Chegou a alagar muitas casas. A minha mesmo estava com a água pelo joelho, só agora que baixou.
Aqui a gente paga iluminação pública e vive no escuro. Durante a noite teve gente que precisou atravessar esse bando de água no meio do breu”, disse o marceneiro Paulo Sérgio Souza.
Outra moradora da via, a aposentada Maria de Jesus Gurjão, esbanjava preocupação. “A minha casa daqui a pouco vai cair com tanto alagamento. Ela é de madeira e já está ficando meio torta. As tábuas debaixo, que dão sustentação, estão apodrecendo. O pior é que eu só posso ficar olhando, não tenho dinheiro algum para tomar uma providência”, lamentou.
ALAGAMENTOS
Na capital paraense a situação não foi diferente. Na avenida Bernardo Sayão, tradicional local de cheias, os moradores reclamavam dos prejuízos. “Toda vez alaga tudo por aqui. Ninguém dá um jeito nisso, é impressionante. Faz dez anos que estamos nessa situação”, disse o marceneiro Miguel Amaral.
Ele mesmo foi vítima da chuva forte deste último final de semana. “A minha casa já está praticamente destruída, estou morando na casa da minha mãe. Assim como eu, muitos da Vila Amaral, onde eu moro, estão com esse problema”.
A dona de casa Fátima Tavares, vizinha da frente de Miguel, chegou a gastar mais de R$ 10 mil por causa da chuva. “Tivemos que aumentar a casa para não perder tudo”, contou.
Outra moradora do local, Emília Silva, acrescentou que nessa última chuva perdeu um sofá. “Contando com as diversas chuvas que costumamos pegar, já perdi inúmeros utensílios, já até perdi as contas”.
Nas proximidades da tradicional feira da Terra Firme as reclamações eram semelhantes. “Tudo o que eu tinha no quarto da minha casa eu perdi. A rua ficou intrafegável”, destacou a comerciante Flora Pires. (Diário do Pará)
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