Comelli ia colocar os jogadores no centro do carnaval paraense (Foto: Mario Quadros)
Quando os membros da comissão técnica revelaram a intenção de tirar o time da capital para uma intertemporada em Barcarena, eles ainda não sabiam as diferenças entre o carnaval do interior e o da capital paraense. Ao contrário de outras cidades, como Salvador, Rio de Janeiro e Recife, por exemplo, Belém fica praticamente vazia durante as comemorações carnavalescas, período em que os foliões preferem viajar para Tucuruí, Vigia, Salinas e também Cametá, local da próxima partida do Leão.
O técnico Paulo Comelli queria tirar o time da cidade para fugir das comemorações, mas... “Pelo que a gente está vendo aqui o carnaval acontece no interior. Então todo mundo optou por ficar; nos informaram que em Barcarena o carnaval também é muito agitado”, justifica o treinador, que montou uma programação sem folga para os atletas azulinos.
Curtir o carnaval, aliás, é algo que está totalmente fora dos planos dos jogadores, que aprovam a decisão da comissão técnica. “Acredito que o professor foi feliz na escolha. Eu acho que ele não sabia que o ‘esquenta’ aqui é no interior, na capital não tem tanto isso (risos). O treinador deu sorte, porque a gente não conseguiu ir para Barcarena”, conta o meia Fininho.
Com todas as atividades marcadas para acontecer em Belém, Fininho torce para que dê tudo certo na capital. “O professor agiu bem ao marcar treino no sábado e domingo, pela manhã, e na segunda-feira em dois períodos”. Em conversa com os demais remistas, Fininho comentou ainda que um ou dois dias de folga para um atleta é muito tempo.
Um tempinho muito bem aproveitado
O intervalo entre a última partida do Clube do Remo e o jogo contra o Cametá é de dez dias. O técnico Paulo Comelli aproveita o período, que começou na terça-feira após a vitória sobre o Independente, para fazer novos testes na formação da equipe. O professor põe ainda em prática novas jogadas ensaiadas, além de preparar outras surpresas para os adversários.
Comelli já confirmou que o time irá jogar com três volantes, mas as mudanças que ele tem feito durante os treinamentos aumentam ainda mais o leque de opções táticas do técnico. A intenção dele e de seu auxiliar, André Chita, é mostrar aos jogadores como escapar de ‘armadilhas’, agir em determinadas situações que podem ocorrer durante uma partida, para que a equipe não caia diante dos adversários.
Os ‘alunos’ do time entendem muito bem o recado que o professor quer transmitir. A equipe começou a semana realizando trabalhos físicos, ontem fez um treino coletivo e domingo irá repetir a dose. Para o volante Luís André, o momento deve ser aproveitado para corrigir os erros que o time cometeu durante todo o primeiro turno. “Vamos continuar trabalhando algumas boladas paradas e jogadas ensaiadas que o professor tem em mente, além de acertar taticamente. A gente espera que esses dias sejam bastante proveitosos”, conclui Luís André. (Diário do Pará)
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