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O julgamento dos cinco acusados de terem submetido o fuzileiro naval Marcelo Magno Alves à tortura e maus-tratos durante um treinamento do curso de Operações Ribeirinhas do Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar (Ciaba) em 2006 aconteceu na manhã de ontem no Tribunal de Justiça Militar. Até o fechamento desta edição, às 23h20, a sessão perdurava sem nenhum veredicto ou indicação de término.
Os cabos Cláudio de Souza Moreira Jr. e Alexandre Alves, os soldados Thiago Cezar da Silva Alves e Gedson Chaves da Silva, além do tenente Cândido de Lima Neto, que continuam trabalhando e foram julgados pelo juiz José Maurício, eram os responsáveis pela instrução do grupo no dia do incidente.
Segundo a mãe do fuzileiro, Eucíria Alves, o sonho do seu filho era ingressar na Marinha. “Ele foi um dos primeiros colocados. Mas o seu sonho foi cortado ao meio”. Muito emocionada, ela também reclama dos acusados serem julgados pela justiça militar. “Eles podem tentar encobrir os companheiros. Mas ainda assim eu acredito na justiça do homem e principalmente na de Deus”.
Para o pai de Marcelo, o marítimo Moisés Pereira, a dor e o sofrimento pela espera do julgamento durante esses cinco anos sempre foi imensa. “Não me conformei e penso nele todo dia. Mas confio na justiça e sei que eles deverão receber a pena certa pelo que foi feito”.
Os militares estão sendo julgados pelo Código Penal Militar (CPM). Foram enquadrados nos artigos 206 - que corresponde a homicídio culposo (sem intenção) e implica somente o tenente - e artigo 213 - que é a exposição do perigo à saúde em lugar sujeito à administração militar e sujeição ao esforço excessivo, pelo qual estão sendo julgados os outros militares. As penas variam de um a quatro anos e de dois a dez anos, respectivamente. (Diário do Pará)
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