Morto há 15 anos, Caio Fernando Abreu, o 'biógrafo das emoções' (Foto: Diário do Pará)
Era o final dos anos 70, quase início dos anos 80. Em correspondência a um amigo, Caio Fernando Abreu pergunta, para logo em seguida lançar o desafio: quem está fazendo literatura pop hoje no Brasil? Ninguém? Então façamos nós. E Caio fez.
Seria simplista demais dizer que o escritor gaúcho limitou-se a ser um escritor pop no sentido menor da palavra, se é que ser pop signifique ser menor. A escritora Lygia Fagundes Telles definiu-o como uma espécie de “biógrafo das emoções”. E se esse termo for considerado num sentido mais amplo, tanto no terreno individualizado do leitor, como no aspecto do compartilhamento de experiências geracionais, não há definição melhor.
Vivências transpostas para a obra
Morto no dia 25 de fevereiro de 1996, mesmo ano em que também morreram Renato Russo e Chico Science, Caio redefiniu uma época na literatura brasileira. O interesse acadêmico cada vez maior sobre o legado de sua escrita e a procura crescente pelo trabalho dele, vinda de jovens que sequer eram nascidos quando Caio lançou obras já consideradas clássicas como “Morangos Mofados”, “Os Dragões não Conhecem o Paraíso” e “Onde Andará Dulce Veiga”, só realçam a importância de um autor que fugiu à tentação de ser um escritor da moda para enveredar numa literatura cujo estilo se tornou único e, portanto, difícil de ser copiado. Leia mais no Diário do Pará
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