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A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) terá 20 dias para se manifestar sobre as recomendações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) para mudanças nos processos seletivos da instituição. De acordo com o procurador da República Alan Mansur, o que o ministério quer é garantir que não haja dúvidas entre os candidatos. “As regras de realização dos concursos variam muito. Falta objetividade e transparência. Eles não têm normativa própria para gerir esses concursos.”
As recomendações são uma resposta às reclamações que chegaram ao MPF por candidatos a seleção de pós-graduação e para a carreira de professor da Ufra. Dentre os problemas colocados, está o fato de que o edital dos concursos da instituição determina que só se pode entrar com recurso contra alguma questão após o término do processo. “Isso praticamente impedia o recurso, porque se houve um problema na primeira fase, a pessoa nem passa para a segunda”, explica Mansur. Outro problema é a falha dos editais ao não informar as regras específicas de quem pode ou não concorrer.
Ontem (21), o coordenador executivo do processo seletivo da Ufra, Paulo Souto, informou que a universidade já havia sido notificada e que hoje (22) será feita uma reunião interna para discutir o assunto. “Tem muitas coisas que o MPF recomenda que são pertinentes. A Ufra acata a maioria dessas recomendações”.
Segundo ele, uma dessas coisas é a exigência de que o edital explicite se há cotas para deficientes físicos. “Já acatamos a reserva de vagas para deficientes para o próximo concurso para professor”. Apesar disso, Paulo afirma que o processo seletivo da universidade é transparente. “Não tivemos problema nenhum no nosso vestibular”. (Diário do Pará)
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