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Pacientes em macas nos corredores, um dos problemas vistos por Jatene (Foto: Ney Marcondes)
Referência no tratamento de câncer na região Norte, o hospital Ophir Loyola vê o seu prestígio se esconder entre fiações expostas, obras inacabadas, máquinas quebradas, telhados com goteiras e várias deteriorações. Em visita ao hospital no último sábado, o governador Simão Jatene analisou os reparos pelos quais o espaço precisa passar e deu ordens para que alguns procedimentos sejam imediatamente adequados.
A visita pegou de surpresa quem trabalhava no hospital e até mesmo os pacientes. Alguns chegaram a reclamar que a vista do governador, secretários e imprensa era um desrespeito a quem estava debilitado. “A gente já está numa situação desconfortável e exposto e ainda vem toda essa gente invadir a nossa privacidade”, reclamava uma jovem ao lado de sua mãe, deitada em uma maca no corredor da seção de pronto atendimento. Outros, entretanto, aproveitaram a oportunidade para cobrar providências do governador.
VISITA
Jatene percorreu diversas áreas da unidade e não se mostrou satisfeito com o via. Criticou o planejamento de obras, que mudaria sucessivamente o local onde é feita a triagem de pacientes, e as condições do anexo onde vivem algumas famílias. “Está parecendo um puxadinho”, disse à diretora do hospital, Graça Jacob.
Entre as determinações dirigidas aos gestores da unidade estão o início das obras de ampliação e modernização do setor de triagem, considerado o mais crítico pelo governador, e a compra de equipamentos e aparelhos, a exemplo do de hemodinâmica, cuja paralisação foi denunciada pelo DIÁRIO.
O funcionamento do aparelho é considerado urgente para três pacientes que precisam passar por um procedimento de embolização antes de realizar cirurgias para retirada de tumores. Se a máquina (de hemodinâmica) não funcionar na segunda-feira, os pacientes farão o procedimento na rede particular e terão os custos bancados pelo governo”, garantiu. Para obter a solução de forma rápida, o governador admitiu que poderia transpor trâmites burocráticos. “Faremos até dispensa de licitação se for necessário”, disse.
Promessa que trouxe esperança à mãe de Robson da Silva, 13 anos. Com um tumor na face, ele só aguarda a liberação da máquina para terminar o tratamento e fazer a cirurgia. “Tenho fé de que o meu filho em breve sairá daqui e poderá viver como um adolescente normal”. (Diário do Pará)
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