No Guamá e Jurunas, escolas de samba deram mais um grito de carnaval (Foto: Rogério Uchôa)
Influenciados por personagens de desenhos animados e filmes, o bloco Xibé da Galera iniciou o agito do penúltimo domingo de fevereiro nas ruas da Cidade Velha. A tarde ensolarada favoreceu os que escolheram curtir o carnaval.
“Hoje o dia foi abençoado. Não choveu justamente para não acabar com a brincadeira de quem se fantasiou”, comentou a dona de casa e moradora do bairro, Amélia Santos, referindo-se aos personagens que caracterizavam o bloco. As fantasias eram das mais variadas, indo de Branca de Neve com os seus sete anões, ao Avatar de Hollywood e sem esquecer do personagem dos desenhos chineses, Pikachu.
Ali perto, na Praça do Carmo, a concentração estava para o Fofó. Um dos mais tradicionais blocos de Belém, puxado pelo cantor Eloi Iglesias, acumulava o público que gosta das famosas marchinhas de carnaval. “Espero sempre pelo domingo para aproveitar esse carnaval de rua que, para mim, é o melhor”, contou o administrador Roberto Dias. O bloco, que sai há 17 anos, já é considerado uma manifestação da cultura popular.
ESCOLAS
Nos bairros do Guamá e Jurunas, as tradicionais escolas de samba de Belém realizavam os “seus gritos” de carnaval. A “Tradição Guamaense” foi a primeira a desfilar pelas ruas do bairro. “Todos os anos esperamos por este momento. Estamos mostrando para o nosso bairro a verdadeira alma do carnaval. A tradição”, disse Maria Rita, umas das mais antigas frequentadoras da escola.
Na travessa Castelo Branco, o “Bole-bole” arrastava centenas de pessoas atrás da sua bateria. Para o estudante e novo morador do bairro, Rodrigo Pessoa, o ritmo era empolgante. “Vamos acompanhando o ritmo. É impossível não se contagiar com essa música”. Até o catador de latinhas, que estava trabalhando, entrou no samba. “É uma forma de ter dinheiro e ao mesmo tempo me divirto”, disse Raimundo Soares.
Fechando a noite, o Rancho Não Posse Me Amofiná, com o seu famoso arrastão de carnaval, espalhou alegria e samba pelas ruas do Jurunas. “Se eles não desfilam no carnaval do município, nós mesmos prestigiamos essa alegria e esse samba que nos faz tão bem. Aqui a escola sempre será bem-vinda”, disse o aposentado João Costa, que mora em frente à quadra do Rancho. (Diário do Pará)
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