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Argumento entrevistou secretário de integração

Terça-Feira, 15/02/2011, 09:14:16

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Argumento entrevistou secretário de integração  (Foto: Reprodução/ TV RBA)

Guimarães acusa governo anterior de ter perdido verbas ao Pará (Foto: Reprodução/ TV RBA)

O desenvolvimento dos municípios paraenses e a possível divisão territorial do Estado foram os principais temas discutidos ontem à noite no programa Argumento, da TV RBA. Apresentado pelo jornalista Mauro Bonna, a atração teve como entrevistado o secretário estadual de Integração Regional, Antônio José Guimarães.

Citando diversos valores e números de investimentos, o entrevistado deu início às respostas afirmando que reorganizar a secretaria não será fácil. Sem se comprometer com prazos, ele afirmou que a prioridade é apoiar os municípios para buscar recursos federais, já que o Estado não pode arcar com todas as despesas. “Daremos acompanhamento técnico e de pessoal para conquistar verbas e não travar o desenvolvimento do Pará”.

Sobre a distribuição irregular de recursos feita na gestão anterior, que deixou 53 municípios sem receber auxílio de programas estatais, o secretário afirmou que a decisão foi majoritariamente política e comprometeu algumas obras. “A falta de prestações de contas fez com que o Pará não recebesse todo o montante financeiro que poderia e isso refletiu na integração regional”, disse, ao justificar projetos não concluídos, como uma plataforma intermodal próxima a Marabá. Resultado de um convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, a obra está parada. “Já tenho uma audiência marcada com o diretor do DNIT para restabelecermos rapidamente essa parceria”.

Questionado acerca da política atual do Governo do Estado, o secretário sinalizou que a criação dos Estados de Carajás e Tapajós pode estar mais próxima do que se afirmava. De forma diplomática, para não emitir posições, Guimarães explicou que a população é quem deve decidir sobre o fato e a atual gestão apenas viabilizará a aplicação do plebiscito por meio do governo federal. “Como se trata de uma questão constitucional, o povo é soberano para escolher. Dentro do partido existem membros favoráveis e contrários.” (Diário do Pará)

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