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Produtos de carnaval estão na mira do Procon

Terça-Feira, 15/02/2011, 03:35:48
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Produtos de carnaval estão na mira do Procon (Foto: Paula Lourinho)

(Foto: Paula Lourinho)

A funcionária pública Eliete Brito, 55 anos, procurava atenta por produtos de carnaval que tivessem o selo do Inmetro. “Os produtos com este selo fazem toda a diferença, pois dão mais segurança e garantia”. Já a médica Lorena Cruz, 36 anos, nem sabia que alguns objetos destinados ao carnaval deveriam ter a aprovação do Serviço de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). “Não fazia ideia de que tinha que ter o selo. Mas agora deve fazer toda a diferença”.

Em função da grande procura por produtos típicos da folia de carnaval, o Procon começou uma operação de fiscalização a objetos como cornetas, máscaras e sprays de espuma. A intenção do órgão é evitar que a má qualidade dos produtos possa colocar em risco a festa dos foliões. A operação teve início na semana passada e vai até a véspera do carnaval.

AVALIAÇÃO

Segundo o coordenador de fiscalização do Procon, Leandro Pina, a fiscalização é feita por servidores que vão até determinadas lojas que vendem produtos carnavalescos e avaliam o rótulo do produto para ver se estão dentro dos padrões exigidos.

“Nós chegamos de surpresa às lojas e verificamos se os produtos têm os selos do Inmetro e de identificação de idade e, se o produto for importado, verificamos se as instruções estão traduzidas para o português”, diz, ao explicar os principais elementos analisados.

Segundo o órgão, o produto que mais oferece problema é o spray de espuma, onde não são encontrados os selos exigidos. “A nossa orientação é que o consumidor verifique a embalagem do produto e as instruções. É preciso que as pessoas prestem atenção no que estão levando para casa, para que o produto não lhe cause nenhum tipo de dano”.

A costureira Maria Gomes, 54 anos, é uma das consumidoras que se preocupa em comprar apenas os produtos autorizados. “Olho tudo para ver se realmente tem qualidade”. Caso os objetos não tenham uma das exigências, a orientação é para que o dono da loja não os comercialize. “É pedido ao lojista que ele recolha o que pode ser prejudicial para o consumidor. Caso a determinação não seja cumprida, pode ser lavrado um ato de infração que vai gerar um processo administrativo”.

Este ano, a operação será realizada em dois momentos. O primeiro é o pré-carnaval, que já está em curso, e que será intensificado na capital e o segundo momento é o que será realizado nos dias do carnaval, intensificados nos municípios de Marapanim, Bragança, Vigia, Salinas, São Caetano de Odivelas e Curuçá. (Diário do Pará)

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