Praça Tahrir, o Epicentro da revolta popular que derrubou Mubarak (Foto: AFP)
Um grupo de egípcios que milita na internet e participou das manifestações contra o ex-presidente Hosni Mubarak informou nesta segunda-feira que se reuniu com os comandantes do Exército para discutir reformas democráticas.
"Nos reunimos com o Exército para compreender seu ponto de vista e apresentar o nosso", afirma Wael Ghonim, um jovem analista de computação que se tornou um dos líderes da revolta, e o blogueiro Amr Salam, em um comunicado que tem como título "Encontro com o Conselho Supremo das Forças Armadas" publicado em um site de manifestante.
Wael Ghonim, executivo da gigante americana da internet Google, foi detido durante as manifestações e libertado depois de, segundo ele, passar 12 dias com os olhos vendados.
Ghonim revelou que estava por trás da página do Facebook "Todos somos Khaled Said", à qual se atribui parte da responsabilidade pelas mobilizações a favor da democracia no Egito.
Queda do ditador
O presidente Hosni Mubarak renunciou na última sexta-feira e entregou o poder ao Exército. Centenas de milhares de manifestantes reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo, se reuniram para festejar o anúncio do presidente egípcio após 30 anos. (eBand)
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