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Emoção marca o funeral de Maria Raimunda

Quarta-Feira, 02/02/2011, 09:02:10

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Emoção marca o funeral de Maria Raimunda (Foto: Mauro Angelo )

Muitos amigos e vizinhos foram dar o adeus a Maria Raimunda (Foto: Mauro Angelo )

Dezenas de pessoas estiveram na capela da Igreja dos Capuchinhos ontem para se despedir de Maria Raimunda Fonseca Santos. Mãe de Antonio Emídio Jr., Ana Lúcia, Bete e Marcos. Avó de Thayssa, Thyago, Vítor e Ana Beatriz. Esposa de Antonio Emídio Araújo. Primeira vítima do desabamento do Real Class, ocorrido no sábado, dia 29, a aposentada de 67 anos recebeu diversas homenagens durante o velório.

O comerciante Orlandino Abreu guardou boas lembranças de Raimunda. “Era muito trabalhadora, se preocupava com a família e ajudava a todos, tinha uma relação muito boa conosco, os vizinhos. Eu a conheço e ao Emídio há muitos anos, antes mesmo de se casarem”, disse ele, que era vizinho do casal.

Segundo o amigo, na casa que existia onde hoje só restam escombros pertencia ao pai de Emídio e que lá constituiu família.

“Nós éramos oito irmãos, seis mulheres e dois homens, e ela era uma das mais brincalhonas, gostava de passear e sempre ia para Augusto Corrêa reencontrar os nossos parentes. A última vez que nos vimos foi em dezembro, quando ela foi para o Círio lá e eu fui deixá-la no terminal”, recordou, emocionado, o irmão José Américo Fonseca. Ao lado dele, a prima Elza, falou que ‘Raimundinha’ sempre ia visitar o túmulo da mãe, Raimunda Navegantes, no Dia de Finados. Américo falou que um ônibus trazendo os parentes do município ia chegar ao velório e que todos os irmãos iriam se despedir dela.

O corpo de Maria Raimunda foi encontrado às 4h10 do domingo. O genro Mazinho contou os detalhes da confirmação da sogra como a primeira vítima do desabamento do Real Class: “O IML nos ligou ontem [segunda], às 20h, avisando que o exame de DNA comprovou que era ela mesma. O corpo foi liberado às 11h da manhã de hoje, e como está danificado, o caixão fica lacrado, com uma fotografia dela em cima”.

Sorridente, como está na foto, é como gosta de lembrar da amiga a aposentada Marcília Damaso, que levou um buquê de flores para presenteá-la. “Ela era maravilhosa, uma boa esposa, mãe e avó, o seu Emídio perdeu metade do coração dele, foi uma tristeza muito grande isso que aconteceu. Eu a conheci bem menina, ela faz parte da minha história, e as peregrinações na casa dela eram sempre uma festa. A próxima seria na data do aniversário dela, dia 14 de setembro”.

O corpo de Maria Raimunda entrou na capela às 17h, e o viúvo Antonio Emídio Araújo foi cumprimentado e consolado. “Convivemos mais de 46 anos, a Raimunda era uma mulher muito envolvida em fazer tudo pela família. O que mais tenho são boas lembranças. Ela era esposa, companheira... eu não tenho mais pais, ela era minha mãe também, era tudo para mim. Ficam os abraços, os beijos, o cuidado dela, a força nos momentos difíceis, ela era fantástica”. (Diário do Pará)

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