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Médico de Jackson vai a julgamento em março

Terça-Feira, 25/01/2011, 15:59:43
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O médico de Michael Jackson, Conrad Murray, vai enfrentar julgamento a partir de 28 de março, por homicídio culposo, disse nesta terça-feira seu advogado, depois da audiência na Corte Superior de Los Angeles, durante a qual foi lida a acusação formal. "O doutor Murray, que alegou inocência, aguarda a oportunidade de contar finalmente a própria versão dos fatos", acrescentou.

A promotoria acusa Conrad Murray, 57 anos, de ter administrado propofol, um forte analgésico, para ajudar Michael Jackson a dormir, provocando a morte do cantor. Durante as audiências preliminares, o promotor David Walgren afirmou que Murray cometeu várias falhas de procedimento que levaram à morte do rei do pop. Segundo o promotor, Murray não chamou o serviço de emergência (911) de imediato e também não informou aos paramédicos o que havia feito com a vítima. O médico teria ainda errado no procedimento de reanimação do rei do pop.

O paramédico Martin Blount revelou ao tribunal que Murray retirou material médico da mansão de Beverly Hills onde o cantor faleceu, e que também negou, a princípio, ter administrado remédios a Jackson. Blount disse ainda que quando os paramédicos chegaram à mansão de Jackson, o rei do pop já parecia morto, apresentando a pele fria e os olhos dilatados.

O depoimento de Blount respaldou a versão de seu colega Richard Senneff, para quem Jackson pode ter deixado de respirar entre 20 minutos e uma hora antes de sua chegada, quatro minutos após receber a ligação de emergência. Blount afirmou ter visto Murray com uma injeção e que três frascos do analgésico Lidocaína que estavam no chão foram recolhidos posteriormente pelo médico.

Também testemunharam duas médicas do Centro Médico Ronald Reagan, que declararam a morte de Michael Jackson às 14H26 local do dia 25 de junho. Segundo as duas médicas, Jackson "estava morto quando chegou" e Conrad Murray não informou, em nenhum momento, que havia administrado o analgésico propofol no astro pop.

A doutora Richelle Cooper disse que fez perguntas a Murray sobre os medicamentos tomados por Michael Jackson e que o médico citou apenas o ansiolítico Lorazepam. A cardiologista Thao Nguyen confirmou que Murray jamais citou o propofol.

O médico Christopher Rogers, chefe do Instituto de Medicina Legal de Los Angeles, revelou que Michael Jackson gozava de boa saúde por ocasião do incidente que provocou sua morte. Segundo Rogers, o rei do pop estava bem aos 50 anos, pesando 62 quilos e com 1,80m de altura. Rogers, encarregado da autópsia de Michael Jackson, confirmou que a morte foi provocada por overdose de propofol, analgésico que o rei do pop utilizava como sonífero.

A uma pergunta sobre se manteria a qualificação de homicídio, mesmo sabendo que Jackson administrou por conta própria o propofol, Rogers respondeu que "diante da qualidade dos cuidados" administrados por Murray, "diria que sim, mesmo sem administrar o propofol". (eBand)

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