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(Foto: Paula Lourinho)
Após reunir por várias horas com a diretoria do Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março, encontro que iniciou a tarde e varou a noite, o secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, garantiu que todos permanecem nos cargos e disse que a suposta demissão coletiva não passou de um boato que ele não sabe de onde partiu.
“Não há verdade nenhuma no que foi divulgado. Reuni com todos eles e todos permanecem onde estão. Esses boatos são sistemáticos. Todas as vezes que a saúde começa a melhorar eles surgem. Antes era a saúde que não prestava, que estava um caos. Agora espalham que a equipe é que não quer ficar. Tudo mentira”, disse o secretário. Segundo ele, durante a reunião, nenhum dos diretores apresentou qualquer queixa sobre a área de urgência e emergência do hospital ou sobre a sua direção, como foi ventilado.
Wilson Machado, diretor do Sindicato dos Médicos (Sindmepa-PA), confirmou ao DIÁRIO que a notícia do suposta renúncia coletiva do PSM da 14 de Março partiu da entidade, que a tornou pública a notícia através da conta do Sindicato no Twitter (@sindmepa) no último domingo.
“Uma fonte credenciada e de dentro do Pronto-Socorro nos repassou a informação da demissão coletiva. Não sei detalhes de quais desentendimentos estão ocorrendo. Sei apenas que ocorrem com a direção da área de urgência e emergência. Isso é fato”, informa.
Segundo o médico, a notícia passa longe do boato e a intenção da entidade foi informar a categoria médica do que está ocorrendo no PSM. “Se a renúncia vai ocorrer, é uma outra coisa, mas os atritos estão ocorrendo. É um assunto que diz respeito à atividade médica porque esse Pronto-Socorro é o maior da capital. Precisamos saber até que ponto essa situação prejudicará a atividade médica e de que forma refletirá no atendimento à população”, coloca.
DESCONHECIMENTO
Carlos Costa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde) disse desconhecer a renúncia coletiva e observa que os cargos de direção são de livre nomeação e exoneração do prefeito. “Ocorre que quem trabalha no PSM da 14 não suporta mais mentir para a opinião pública. A pressão é grande”, coloca.
Segundo ele, na segunda-feira da semana passada, Sérgio Pimentel teria reunido com todos os diretores de unidades de saúde e do Pronto-Socorro Municipal para informar que não havia recursos para o setor e que “cada um deveria se virar como pudesse”.
Ainda segundo Carlos, o secretário teria deixado claro na reunião que a situação não poderia vazar para a imprensa e que, se o assunto repercutisse, “haveria exonerações, independente do padrinho político”. “Avalio que muitos diretores e chefes não estão segurando a onda dentro dessas unidades e querem sair mesmo. A situação é caótica e vai da falta de recursos até a falta de condições de trabalho”, diz.
Na reunião, Pimentel teria dito que é necessário aguardar suplementação de fundos para garantir os gastos mínimos. A assessoria de imprensa da Sesma e o próprio secretário negaram que tenha ocorrido tanto a reunião como as ameaças citadas pelo Sindsaúde. (Diário do Pará)
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