(Foto: Divulgação)
David Remnick não ficaria constrangido se, ao encarar o espelho, visse Barack Obama. Jornalista de discurso sóbrio, Remnick não esconde a admiração pelo 44.º presidente dos Estados Unidos. Exibe uma inteligência racional semelhante à de Obama. Editor-chefe da revista “New Yorker” desde 1998, ele transformou a atração pelo político democrata em uma caudalosa biografia, lançada no ano passado. “A Ponte - Vida e Ascensão de Barack Obama” (Companhia das Letras) ganhou agora, nos EUA, a versão em brochura. Fez sucesso ao propor um retrato de Obama até a eleição para presidente em 2008. O homem apresentado no livro, segundo Remnick, continua o mesmo até hoje, passados mais de dois anos de mandato.
“Exceto pelos cabelos que ficaram mais brancos, Obama não mudou nada”, disse o jornalista em palestra ocorrida ontem (18) no Instituto 92nd Street Y, em Manhattan. “E não estou desapontado com o governo dele”, completou o biógrafo, um dos convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, deste ano. No bate-papo mediado por Larissa MacFarquhar, também jornalista da “New Yorker”, Remnick explicou que o seu trabalho “não é apoiar o Obama nem transformar a revista que dirige em um veículo chapa-branca”. Mas, para ele, os EUA teriam piorado se John McCain, o então candidato republicano, fosse o vitorioso. “A economia do país estaria mais debilitada; o Exército não aceitaria os homossexuais; e 30 milhões de pessoas permaneceriam sem cobertura não fosse a reforma na saúde". Leia mais no Diário do Pará.
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