Até junho deste ano, começa a funcionar em Belém um novo centro de tratamento do câncer no Estado. Com capacidade para cerca de 200 atendimentos por dia, a unidade vai funcionar num prédio anexo ao Hospital Universitário Barros Barreto. A construção começou em 2005 e faltavam apenas detalhes para que o centro - que poderá duplicar o número de atendimentos em Belém - começasse a funcionar.
O local foi visitado ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha e pelo governador Simão Jatene, que estava acompanhado pelo secretário de Saúde Hélio Franco. O principal entrave ao funcionamento da unidade era a falta de pessoal. Jatene garantiu que o Estado vai resolver a contratação de 150 profissionais que vão permitir que os serviços sejam oferecidos à população. Hoje, apenas o Ofir Loyola oferece tratamento ao câncer na capital paraense. Entre os municípios do interior, apenas Santarém tem unidade de atendimento. Em Tucuruí há equipamentos, mas falta concluir a instalação para que eles possam ser utilizados. O secretário de Saúde, Hélio Franco, prometeu ontem que após por em funcionamento a unidade do Barros Barreto, o Estado vai trabalhar para que o atendimento aos pacientes de câncer seja levado também a Tucuruí.
A unidade de tratamento do câncer no Barros Barreto foi construída graças a uma parceria entre União, Estado e município. O Instituto Nacional do Câncer e o Ministério da Saúde repassaram cerca de R$ 4 milhões por meio do projeto Expande que, como o nome sugere, tem o objetivo de expandir o tratamento do câncer em todo País.
O Estado investiu cerca de R$ 2 milhões e vai garantir o funcionamento oferecendo pessoal que está sendo selecionado entre concursados. Se for necessário, haverá contratação de temporários. “Vamos fazer isso rapidamente e, em três, quatro meses o centro estará funcionando”, prometeu o governador.
O Ministério da Saúde vai oferecer treinamento. A expectativa é de que a prefeitura também colabore com a formação da equipe, mas o município ainda não se manifestou.
Iniciadas em 2005, as obras foram concluídas no ano passado, mas só agora o Estado está colocando a unidade para funcionar. Em 2010, o Pará enviou pacientes que precisavam de quimioterapia e radioterapia para tratamento em outros Estados, especialmente no Piauí.
O ministro da Saúde se disse impressionado com a qualidade da unidade e não quis falar sobre os entraves que impediram o centro de funcionar antes. “Não estou preocupado com entraves do passado. Estou empenhado em que haja novos no presente e saio daqui tranquilo, porque o governo do Estado já se comprometeu a contatar as equipes e nós vamos mandar nosso pessoal para fazer o credenciamento necessário”, disse Padilha, afirmando que a meta do governo federal é criar uma rede nacional de tratamento do câncer, mas a prioridade será mesmo a prevenção, especialmente do câncer do colo do útero e de mama, os que mais matam mulheres no Pará. “Nosso grande esforço é melhorar o diagnóstico”. (Diário do Pará)
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