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A região Norte foi a única do país a apresentar aumento de incidência de dentes cariados, perdidos ou obturados segundo balanço apresentado ontem pelo Ministério da Saúde. O balanço do programa “Brasil Sorridente” revelou que há bons indicadores na política de saúde bucal do brasileiro - como redução de 26% no número de cáries entre as crianças de 12 anos. Esta faixa etária é usada como referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois nesta idade a dentição permanente está praticamente completa.
O índice que identifica melhoria ou piora nessa área é chamado CPO (sigla para dentes Cariados, Perdidos e Obturados). Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil, de 2003 a 2010, saiu do índice CPO de 2,8 para 2,1. Esse patamar o coloca no grupo de países com baixa prevalência de cárie. Porém, na região Norte este índice cresceu de 3,1 para 3,2%.
A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal entrevistou e fez exames bucais em 38 mil pessoas em 177 cidades nos 26 estados e no Distrito Federal e revelou a melhoria da saúde bucal em todas as regiões, exceto no Norte. Segundo o coordenador nacional de saúde bucal, Gilberto Bucca, a falta de resultados na região Norte se deve às particularidades da região.
“Os resultados revelam a necessidade de uma política diferenciada nesta região”, destaca Bucca. “Há cidades distantes, municípios de pequeno porte e equipamentos odontológicos diferenciados. Precisamos dobrar o número de centros especializados na região e levar tecnologia adequada como barcos, equipamentos portáteis, entre outras tecnologias”, destacou o coordenador.
DESAFIOS
O ministro José Gomes Temporão considerou que este será um dos desafios a ser enfrentados pelo futuro ministro Alexandre Padilha, que vai assumir a pasta no governo da presidente Dilma Rousseff.
A pesquisa mostrou que em todo Brasil, entre os idosos, mais de três milhões ainda necessitam de próteses totais e quatro milhões de próteses parciais. Segundo Temporão, a situação é “uma herança da falta de assistência a saúde bucal que se reflete na população acima de 65 anos”.
O resultado da pesquisa levou em consideração a implantação do programa Brasil Sorridente, em 2003. O programa incluiu um dentista, um auxiliar e um técnico em saúde bucal em cada equipe de Saúde da Família - médicos, assistentes sociais e enfermeiros que fazem atendimento médico em casas ou escolas. O programa tem 20,3 mil equipes de saúde bucal atendendo em 85% dos municípios brasileiros. (Diário do Pará)
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