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Mulher ameaçada pede proteção policial

Quinta-Feira, 23/12/2010, 01:33:57

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Mulher ameaçada pede proteção policial (Foto: Amaury Silveira)

A mulher disse que não consegue ter liberdade pra sair (Foto: Amaury Silveira)

Uma dona de casa, de 35 anos, procura as autoridades em Belém, pedindo para ser incluída no “Programa de Proteção à Testemunha”, dizendo que está sendo procurada por bandidos, que pretendem matá-la.

Ela disse que na localidade Caxinduba, município do Acará, testemunhou em setembro deste ano, o assassinato de um vendedor a prestação conhecido por “Ceará”. A vítima teria sido atingida a tiros por um homem conhecido por “Pinto”, filho de um tal “Maranhão”, e que são moradores do lugar onde ocorreu o crime.

Segundo a mulher conta, foi instaurado inquérito policial e ela prestou depoimento à Polícia, denunciando o criminoso. Daí em diante, passou a ser ameaçada de morte, e procurada por homens a mando de “Maranhão”.

Na semana passada, ela foi atacada por dois homens que estavam de moto, no sítio Fé em Deus, no Baixo Acará, quando levou um golpe na cabeça, feito com pau. Ela desmaiou. Os agressores imaginaram que a tinham assassinado, e deixaram o local.

Na manhã de ontem (22), em Belém, ela procurou a televisão RBA, para pedir apoio, sobre as ameaças, e por pouco não era alcançada por um homem vindo do Acará, que pretendia matá-la. Ele estaria armado de revólver.
A dona de casa disse que já identificou o homem que lhe aplicou a paulada na cabeça. Foi “Rocelino Braga, vulgo “Cheira Cola”, criminoso da cidade do Acará.

Ela cita ainda outros suspeitos que tentam matá-la a mando de “Maranhão”. Iran, Radiol, Louro, Caixão e Santarém, também conhecido por “Tacacá” são os indicados pela mulher.

Apavorada, a dona de casa também denuncia que um tenente da PM, amigo do tal “Maranhão” é quem repassa as informações sobre o inquérito. Disse que o policial militar já tomou dela R$ 500, a título de “proteção”.

Sobre as ameaças, ela já registrou Boletim de Ocorrência, na Delegacia de Polícia da cidade do Acará, pedindo providências contra as pessoas citadas, mas afirma que nada foi feito em seu favor. (Diário do Pará)

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