Na dúvida, dê um celular legal que não tem erro (Foto: Reprodução)
Não mais roupas, perfumes, brinquedos. Os produtos que mais ganharam espaço na mente do consumidor brasileiro são os tecnológicos. Mp3, mp4, TVs, iPads, computadores e principalmente celulares - o sonho de consumo do Brasil. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já ultrapassamos a marca de 1 celular por habitante e estamos no rumo de algo realmente espantoso.
Um estudo realizado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), de cada 10 pessoas, sete querem um celular no Natal. Além disso, o crescimento nas vendas e smartphones, atrelado à baixa do preço, aos subsídios das operadoras que tornam o gadget mais acessível e ao aumento do poder aquisitivo da população, refletiu em um país interligado via tecnologia móvel.
Segundo levantamento da Anatel, a base de telefones celulares no Brasil cresceu 1,59% em novembro em relação a outubro e 16,36% ante o mesmo período do ano passado, totalizando 197,53 milhões de acessos em operação, sendo que a procura por banda larga móvel atingiu a marca de 19,45 milhões de pessoas.
É claro que as operadoras abriram os olhos para esse tendência de mercado e resolveram investir na popularização desse dispositivo e em planos que promovam o acesso à internet via rede móvel 3G, que tem capacidade de cobrir todo o país.
A primeira a revolucionar o cenário foi a TIM, que graças a planos e preços mais em conta para o consumidor, como o Infinity Web, que trouxe a conexão banda larga móvel ao patamar de R$ 0,50/dia, o menor preço praticado até então no mercado, alcançou o maior ganho em market share do período. Em novembro, ela estava com 24,91% do mercado.
A Claro também entrou na briga e derrubou o limite mínimo de preço da banda larga móvel e ofereceu preços inferiores à concorrente (R$ 0,39/dia) e planos que possibilitavam a compra de aparelhos melhores. O braço brasileiro de telefonia celular do conglomerado América Móvil terminou o mês passado com 25,55% de fatia de mercado, com 50,5 milhões de clientes.
A Vivo e a Oi foram as que menos se movimentaram em favor dessa popularização, mas a Vivo conseguiu manter sua base de assinantes, a maior dentre as operadoras.
CONCLUSÃO
Para 2011, o Brasil deve atingir a média de 2 celulares por habitante (ou quem sabe um smartphone/habitante) e pretende se incluir digitalmente através desses dispositivos móveis. A rede 3G tem potencial para integrar o país e, com a chegada da Nextel no mundo da telefonia móvel, isso pode intensificar os investimentos na expansão e melhoria dos serviços 3G e 4G. A tendência é que as operadoras tornem seus serviços disponíveis e mais acessíveis a toda a população. Resta saber se essa tendência também será a mesma com a chegada dos tablets e tecnologias similares ao pais. Mas isso é coisa para o ano que vem.
(Yggor Araújo, Diário Online)
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