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Arte que nasce do amor pelos presépios

Quarta-Feira, 22/12/2010, 03:10:11
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Arte que nasce do amor pelos presépios (Foto: Mauro Ângelo)

O aposentado Carlos Marques reúne criatividade, técnica e dedicação (Foto: Mauro Ângelo)

Em 1223, São Francisco de Assis teria montado o primeiro presépio do mundo, feito de argila, na floresta de Greccio, na Itália. Com o passar dos séculos, o presépio foi ganhando tamanhos, formatos, formas de produção diferentes e muita popularidade. Movido pela paixão pelos presépios, o ex-motorista Carlos Marques decidiu dedicar-se a eles após se aposentar. A paixão é tanta que Carlos aproveitou seus conhecimentos técnicos e muita criatividade para fazer grandes produções no pátio da casa dele, em Belém.

Há 25 anos o aposentado utiliza jornais velhos, goma, cola, plástico, miriti e tinta para fazer o cenário, que tem um tema diferente a cada ano. Este ano, a temática escolhida foi “O Nascimento de Jesus Cristo em Belém”.

Ele ressalta que, quando fala em Belém, é a capital do Estado do Pará e não a cidade onde nasceu Jesus Cristo. A montagem costuma durar 60 dias e tem um custo médio de R$ 800. “Além de motorista, eu já trabalhei com montagem de peças de caminhões e de barcos e isso me proporcionou conhecimento sobre máquinas. Nesses 25 anos, sou eu quem monto os mecanismos para gerar o movimento do presépio”.

Ele se refere aos carros, barcos e até mesmo aos brinquedos do Arraial de Nazaré, muito bem retratados no cenário belenense. No presépio, podem ser apreciados características do interior, com ribeirinhos e barcos de pesca, além de produções de arroz e farinha, além de pontos turísticos de Belém, como a Praça da República, Basílica Santuário e o Teatro da Paz. No centro, encontramos a cabana onde nasceu Jesus, assim como as imagens comuns nos presépios. “Minha maior satisfação é ver as pessoas chegando, elogiando. Ficaria muito triste se não houvesse esta admiração”.

Os filhos do aposentado ajudam na montagem e comentam que se garantem no acabamento e pintura, mas que não sabem mexer nas máquinas que geram os movimentos. Carlos afirma que o presépio, além do gasto com a montagem, também faz a conta de luz subir, pois se utiliza muita energia elétrica com as luzes das estrelas, instaladas em um céu de papel, além da iluminação do resto do cenário.

“Geralmente eu pago R$ 300 de energia. Mas, com o consumo do presépio, a conta sobe para R$ 500. Mas vale muito a pena, pois é a minha paixão.

SERVIÇO
Os interessados em ver o presépio de Carlos Marques podem ir até o Conjunto do Basa, na Alameda Otávio Meira, 47.

(Diário do Pará)

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