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Servidores querem o fim das irregularidades no órgão do governo (Foto: Everaldo Nascimento)
Servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) realizaram um ato ontem em frente à secretaria para protestar por conta das denúncias de corrupção que resultaram em prisões de funcionários do órgão.
O ato, ocorrido no período da manhã, reuniu cerca de cem funcionários. Marco Antônio Carrera, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Gestão Ambiental do Pará (Sindiambiental), informou que, além da questão das prisões, os servidores também protestavam por outros motivos.
Uma das questões seria a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra treze servidores do órgão. “Esses servidores se mostravam indignados com a corrupção. Queremos o fim do PAD”, afirmou o coordenador.
Os servidores também pedem a investigação de dois contratos feitos pelo órgão – um com a Acquamazon e outro com a Fundação de Apoio a Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (Funpea). Segundo o coordenador, os contratos foram feitos sem licitação. “Queremos uma investigação porque há indícios de que pessoas estariam sendo favorecidas dentro da própria Sema”, disse.
Ainda segundo Carrera, o contrato com a Acquamazon seria para desenvolvimento de atividades de educação ambiental, no valor de quase R$5 milhões. O contrato com a Funpea, para prestação de serviços técnicos, seria no valor de quase R$10 milhões.
Na última sexta-feira (10), a Polícia Federal fez uma série de prisões durante a investigação de uma rede de corrupção instalada na Sema, incluindo funcionários do órgão e do governo do Estado. Cinco pessoas foram presas na “Operação Alvorecer”. A ação da quadrilha era no sentido de viabilizar a o comércio de madeira ilegal.
A assessoria da Sema ficou de responder às acusações através de nota, mas até o fechamento desta edição, a resposta não chegou à redação. (Diário do Pará)
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