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IAP abre hoje Circuito das Artes 2010

Quinta-Feira, 09/12/2010, 10:36:37
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IAP abre hoje Circuito das Artes 2010 (Foto: Alberto Bitar)

Obras de Ruma (esq.) e Elaine Arruda fazem parte da mostra (Foto: Alberto Bitar)

Os artistas visuais Ruma e Elaine Arruda e o músico Leonardo Venturieri participam hoje da abertura do Circuito das Artes, mostra com o resultado das Bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística 2010, do Instituto de Artes do Pará (IAP). A programação reúne trabalhos nas áreas de dança, teatro, música e artes visuais em vários espaços da cidade e tem entrada franca.

O artista plástico Ruma apresenta ao público a exposição “Recortes”, com obras produzidas a partir da reciclagem de materiais, especialmente a madeira. Quando começou a coleta para suas novas obras, Ruma sabia que restos de madeira provenientes de móveis antigos, embarcações e residências traziam consigo algo a mais: a história de seus antigos proprietários. Dessa forma, cada obra está carregada de informações que o público poderá captar ou inventar.

“São objetos com história, aos quais também foi acrescentada a minha própria trajetória, a partir do momento em que eu os manuseio. É fascinante imaginar as manipulações que foram feitas anteriormente pelos marceneiros e também as manipulações que eu faria”, diz o artista.

O projeto também chama a atenção para a questão ambiental, já que a maior parte do material recolhido para a exposição era composta de resíduos que normalmente se tornariam lixo.

Já em “Elucubrações”, a gravadora Elaine Arruda toma como referência inicial para a construção de sua poética a grandiosidade da paisagem onde vive para produzir uma série de gravuras de grandes dimensões. A artista lança mão de extensas placas de zinco como suporte para a gravação de imagens de intensa carga gestual. “Não há um compromisso com uma representação formal. Porém, ao contemplá-las, seja pela dimensão, seja pelo ritmo e movimento das incisões efetuadas pela artista na matriz, seja pela profusão de texturas, luzes e sombras, somos como que projetados para um campo sinestésico onde a intensidade das relações entre homem e ambiência se evidencia”, explica Alexandre Sequeira, curador das duas exposições. Leia mais no Diário do Pará.

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