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Os soldados foram desviados de função para pintar a casa do coronel (Foto: Reprodução/Geproc)
Denúncias feitas à Justiça Militar levaram à constatação de que o coronel José Osmar de Albuquerque, comandante da Companhia Regional 4°, sediada em Abaetetuba, ordenava que policiais militares fizessem serviços de obras e reformas na casa dele, em Belém, ou seja, em seu patrimônio pessoal.
Para surpresa da promotoria, a denúncia veio acompanhada de um DVD com imagens dos três PMs, mostrando o momento em que os policiais pintavam o muro da casa do coronel. A partir de então, uma investigação começou e uma série de denúncias passou a aparecer.
Conduzidos à sede do Ministério Público, os policiais flagrados no vídeo confirmaram que estavam apenas cumprindo ordens do coronel, sem qualquer remuneração, e que não estavam de férias, nem de licença ou folga.
Pouco depois, outra denúncia anônima chegou à promotoria. O coronel estaria tentando maquiar documentos e falsificar escalas de serviço para incluir que os policiais estariam de folga nos dias em que apareceram trabalhando em sua residência, e para tal, teria coagido outros subordinados para alterar as escalas de serviço.
Os acusados irão responder à Justiça Militar. Além de correr o risco de perderem os cargos que ocupam, eles podem ter pena de reclusão mínima de oito anos. Segundo o MPE, o coronel Osmar responderá pelos crimes de violação de documentos, desvio de atividade funcional e coação de testemunhas.
Já o major José Ângelo dos Santos Figueiredo e o capitão Josimar Leão Queiroz, que teriam ajudado na falsificação de documentos, responderão pelo crime de falsificação. Os policiais que realizavam o serviço voltarão a trabalhar em suas atividades de rotina.
Em nota, o Comando da PM/PA informou que na mesma data em que tomou conhecimento da denúncia, determinou a abertura de Inquérito Policial Militar para a apuração dos fatos conforme determina o Código de Processo Penal Militar (IPM) e, para isso, designou oficial do último posto da corporação para presidir as investigações.
A nota diz ainda que “o próprio Ministério Publico Militar pediu a paralisação do IPM da PM/PA, uma vez que conduziria a apuração por membros do próprio MP. Cabe esclarecer que a PMPA determinou também a abertura de Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta ética do Oficial acusado, podendo ao final do processo o mesmo ser penalizado com as sanções previstas no Código de Ética caso fiquem comprovadas as denúncias a ele imputadas”. O DIÁRIO não conseguiu falar com os acusados. (Diário do Pará)

Veja o vídeo
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