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Bope recebe apoio da Marinha para combates no Rio

Quinta-Feira, 25/11/2010, 08:20:33

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Bope recebe apoio da Marinha para combates no Rio (Foto: Wilton Junior/AE)

Ônibus incendiado na Penha, zona norte do Rio de Janeiro (Foto: Wilton Junior/AE)

A Marinha vai oferecer suporte logístico ao governo do Rio no combate à série de ataques criminosos que ocorrem no estado desde domingo (21). O pedido foi feito pelo governador Sérgio Cabral. De acordo com nota do Ministério da Defesa divulgada na noite de ontem (24), policiais do Batalhões de Operações Especiais (Bope) estão na manhã desta quarta-feira no Batalhão de Fuzileiros Navais, na Rodovia Washington Luís, em reunião. Eles vão receber da Marinha veículos blindados, armas, munição e óculos de visão noturna, a pedido do governador Sérgio Cabral.

O Exército também entrou em alerta máximo e reforçou a segurança em todas as suas unidades militares. Até agora os militares não foram acionados para reforçar o policiamento, como já ocorreu em outras ocasiões.

Nesta madrugada, mais quatro ações criminosas em diferentes pontos do estado foram registrados. Segundo a Polícia Militar (PM), houve novos ataques na Penha, zona norte, onde um motorista de ônibus foi baleado após ser rendido por homens que incendiaram o coletivo; em Laranjeiras, zona sul, na Barra da Tijuca, zona oeste, e em Mesquita, na Baixada Fluminense, onde veículos foram incendiados.

Hoje (25), a PM intensifica as operações contra o tráfico na Vila Cruzeiro, na Penha, considerado o principal reduto do tráfico no Rio, na área do Complexo do Alemão.

Por causa do clima tenso, pelo menos 47 escolas municipais e dez creches suspenderam as aulas. Nesta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Educação informou que as direções das unidades têm autonomia para avaliar a possibilidade de retomarem as atividades.

A auxiliar de serviços gerais Matilde Maria dos Santos, que mora na comunidade Cidade Alta, em Cordovil, na zona norte, disse que as duas filhas que estudam em escolas da região estão sem aulas desde ontem. Para ela, que precisa sair de casa cedo para trabalhar, ter que deixar a mais nova, de 10 anos, em casa é preocupante.

“A mais velha tem 20 anos e trabalha durante o dia, então não fico tão preocupada. Mas a mais nova, se não for à escola, tem que ficar em casa sozinha e trabalho o dia todo com a cabeça preocupada. Mas do jeito que está é melhor até ficar do que acontecer alguma coisa de ruim na rua”, afirmou ela, acrescentando que na comunidade em que vive a população está bastante assustada com os ataques a carros e ônibus no Rio. (Agência Brasil)

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