(Foto: Fábio Rodrigues)
A presidente eleita, Dilma Rousseff, garantiu ao presidente indicado do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que ele continuará com autonomia operacional para determinar a taxa de juros do País. Segundo relatou, ela teria afirmado que não há “meia autonomia, mas autonomia total”.
Num discurso bastante incisivo, o futuro presidente do BC disse que vai exercer essa autonomia para perseguir o objetivo do Banco Central, que é atingir a meta de inflação, de 4,5%, e ressaltou a importância do tripé formado por: câmbio flutuante, metas de inflação e controle do gasto público. Esse caminho se mostrou correto, disse ele, pois o Brasil foi um dos primeiros países a sair da crise.
“Tenho participado da diretoria do Banco desde 2005. Fui responsável pela construção do arcabouço do sistema de metas no Brasil”, disse. Para Tombini, o regime de metas é simples e de fácil entendimento para a sociedade. Ele acrescentou que se trata de um regime com regras do jogo definidas. “(O sistema) tem sido fundamental ao longo dos anos, já foi testado sob várias condições nesse período.”
Ele afirmou ter tido um relacionamento muito bom com os ministérios da Fazenda e do Planejamento nos últimos cinco anos. Na sua avaliação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tem produzido importantes regulamentações para o País no sentido de tornar a economia mais sólida e o sistema financeiro, mais seguro. O presidente indicado agradeceu a confiança e seu antecessor, Henrique Meirelles, e afirmou que seu compromisso dele com o Brasil e com a presidente Dilma é trabalhar para atingir o objetivo, que é a meta de inflação. “E é isso que eu farei com autonomia total.”
Tombini destacou ainda o objetivo de manter o protagonismo exercido pelo BC brasileiro nas discussões internacionais sobre uma nova regulamentação para o sistema financeiro internacional depois da crise.
Ele lembrou que o BC tem uma extensa agenda conjunta com os ministérios do Planejamento e Fazenda, no âmbito do Conselho Monetário Nacional (CMN), e que, nesse trabalho, tem havido um entrosamento muito bom e produtivo nos últimos cinco anos. Na avaliação do futuro presidente do BC, o CMN tem produzido uma regulamentação importante para o País.
Confirmada a escolha, Tombini já pode iniciar a sondagens para a composição da nova diretoria do BC. E ele terá um bom espaço (quatro vagas) para trabalhar a composição do seu time. Além da diretoria que ocupa e de uma outra vaga desocupada há muito tempo (a inativa Diretoria de Estudos Especiais, ocupada no passado por Mário Mesquita), outras duas vagas serão abertas com a aposentadoria dos titulares: a de fiscalização, sob o comando de Alvir Hoffmann, e a de liquidação, dirigida por Gustavo do Vale. Essas duas últimas diretorias são importantes porque atuam no ponto nevrálgico das instituições financeiras. (AE)
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