Por enquanto, o corpo do rondonense Edilsimar Junior Faustino da Silva, 23 anos, casado com Natane Amaral da Silva, 22 anos, vítimas da “Chacina do México”, ainda não tem previsão de chegada ao Brasil e, consequentemente, em Rondon, sua terra de origem. Adircemar Ribeiro da Silva, pai da vítima, disse à reportagem que não tem nenhuma informação precisa da chegada do corpo de seu filho, apenas sabe que será repatriado de Honduras para o Brasil.
Devido a uma falha do governo mexicano o corpo de Edilsimar foi para em Honduras. “Essa informação foi dada durante o enterro da minha nora, Natane, pela Secretária de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes), Eutália Barbosa Rodrigues. Segundo a secretária, pelo menos mais uma semana seria necessário para o traslado do corpo do meu filho, o que deveria acontecer entre os dias 6 e 7 de novembro... Já estamos com uma semana a mais do previsto e não tenho uma informação segura de quando seu corpo chega”.
Os corpos das 14 vítimas hondurenhas chegaram no final de semana a Tegucigalpa, capital do país. Do total de corpos identificados, 12 ainda são de El Salvador e quatro da Guatemala, além de um brasileiro. O equatoriano Freddy Lala, que sobreviveu à chacina, afirmou que os 58 homens e as 14 mulheres foram sequestrados pelos criminosos e mortos a tiros porque se recusaram a trabalhar para eles. Há uma segunda testemunha, de origem hondurenha, que está sob segurança do governo.
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