O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta terça-feira (09) que a divisão de cargos entre os partidos aliados no governo de Dilma Rousseff levará em conta a representatividade de cada legenda. “Não haverá nomeação de ministério pelos partidos.”
Dutra foi escalado para se reunir com os dirigentes dos partidos e levantar os pleitos de cada um. Depois, ele levará as reivindicações à presidenta Dilma Rousseff, que iniciará a montagem do ministério após o retorno do encontro do G20, na Coréia do Sul. O petista já se reuniu com sete das dez legendas que integram a coalizão.
“O critério é político, levando em consideração a representatividade dos partidos. Não há como inventar a roda. Essa é a regra geral. Não há uma indicação ou nomeação de ministério por nenhum dos partidos. Os partidos apresentam as sugestões e quem vai definir a nomeação é a presidenta”, afirmou Dutra.
MINISTÉRIOS
Nos encontros, alguns partidos já expressaram que querem manter sua fatia no governo ou até mesmo aumentá-la. Para o PCdoB, a prioridade é continuar à frente do Ministério do Esporte – atualmente com Orlando Silva. De acordo com o senador Inácio Arruda (CE), depois de comandar o ministério nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, seria justo que o partido ficasse com a pasta no governo de Dilma.
Dutra reuniu-se hoje com o presidente nacional do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que expressou a vontade de continuação da pasta com os pedetistas, segundo relato do presidente do PT.
Apesar dos aliados indicarem quais pastas querem ocupar, Dutra nega “qualquer imposição” por parte dos partidos e alega que “há uma disposição construtiva para ajudar a formar o governo”.
Além do PCdoB e do PDT, Dutra teve reunião com o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ). Amanhã, está marcado encontro com o presidente do PR e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (AM). (Agência Brasil)
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