(Foto: Franco Origlia)
Praticamente silencioso desde que deixou a presidência, em janeiro de 2009, Bush retorna à cena para lançar, nesta terça-feira (09), seu livro de memórias, "Decision Points" ("Instantes decisivos" numa tradução livre).
Com cerca de 500 páginas, as memórias do 43º presidente (2001-2009) falam sobre seu mandato marcado pelos atentados de 11 de Setembro e as guerras nas quais se envolveu no Afeganistão, depois no Iraque.
Na noite desta segunda-feira (08), o ex-presidente George W. Bush afirmou que foi uma "voz dissidente" contra a invasão do Iraque, durante o seu governo, mas foi convencido a usar a força.
Bush disse à rede NBC que "era uma voz dissidente. Não queria usar a força no Iraque. Pretendia dar uma chance à diplomacia", em sua primeira entrevista à TV desde que deixou a Casa Branca.
Questionado sobre a influência de seu vice-presidente, Dick Cheney, um declarado defensor da guerra no Iraque, Bush respondeu que isto não teve importância. "Era eu que decidia quando atacar. Dick Cheney talvez tenha dito 'vamos', e eu disse 'não'”, revelou o ex-presidente.
IRAQUE
Segundo o “New York Times”, que teve acesso a uma cópia do livro, o ex-presidente admite ter se sentido mal ao saber que nenhuma arma de destruição em massa havia sido encontrada no Iraque, quando justamente sua suposta presença justificara a invasão, em 2003.
George W. Bush, no entanto, defende a intervenção num país "que se saiu melhor com um governo responsável ante o povo e que cessou de torturar e matar".
Justifica também o recurso à tortura conhecida como 'submarino' que autorizou e foi empregada no cérebro dos ataques do 11/9, Khalid Sheikh Mohammed.
Depois de assumir o governo, o sucessor de Bush, presidente Barack Obama, e seu secretário da Justiça, Eric Holder, descreveram o 'submarino' como um ato de tortura. (DOL, com informações do eBand)
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