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Terça-Feira, 14/05/2019 - 11h42

Torcedora bicolor relata agressão e falta de apoio do clube após confusão

A confusão que ocorreu após a derrota do Paysandu para o Juventude no último sábado (11) na Curuzú segue rendendo.

Tudo teria começado depois que um par de sandálias foi arremessado ao gramado em direção ao time alviverde, relatado na súmula do árbitro Christiano Gayo Nascimento. Outros torcedores repreenderam imediatamente o autor do ato. A Polícia Militar também foi acionada, mas, mesmo assim, cenas lamentáveis ocorreram.

O jogo, que era especial para o Dia das Mães, comemorado no dia seguinte, foi inesquecível para a mãe de Sabrina Souza, Sandra Souza.

As torcedoras usaram as redes sociais para fazer um desabafo para relatar vários problemas. Dentre eles, uma das reclamações é a "inércia" do Paysandu e a agressividade policial. De acordo com Sabrina, a confusão começou realmente com o arremesso das sandálias, mas a sequência dos fatos resultou na confusão.

“O torcedor foi identificado e levado para o gramado, o que gerou revolta de alguns torcedores e de diretores que estavam assistindo o jogo em cima da arquibancada central, inclusive um deles arremessou também objetos na torcida que estava embaixo. Com isso, um outro desentendimento entre um membro da diretoria começou a discutir com uma pessoa, foi quando os policiais chegaram”, explicou.

Sabrina contou ainda que os policiais que estavam na central foram retirados, mas como estava chovendo muito, ela tentou se proteger para fazer uma ligação, o que gerou a revolta de um policial. “Um PM me empurrou, só não cai, porque um amigo me segurou. Expliquei pra ele o e eu estava fazendo e fui empurrada mais duas vezes, então fui ameaçada de ser algemada. Nesse momento minha mãe se meteu e o PM deu um tapa nela, com isso que os óculos dela caiu para longe e quebrou”, disse.

 

Elas foram levadas para perto do gramado e cercada por PMs. Encaminhadas para Seccional de São Brás, precisaram esperar os PMs para poder registrar o Boletim de Ocorrência (BO), como informou a escrivã de plantão.

“Nem eu e mais dois torcedores registramos o BO, fomos proibidos, só acrescentamos informações ao boletim dos policiais, como se estivéssemos sido acusados. Eu me neguei a assinar o BO porque não concordava com algumas coisas. Mas no fim fomos obrigadas a assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)”, lamentou.

De acordo com Sabrina, um policial alegou que foi agredido por elas. A torcedora ainda disse que uma representante do Paysandu esteve na seccional para pedir mudança no depoimento dos envolvidos e que o clube não ofereceu nenhum suporte aos torcedores. O representante solicitou que queria estar presente no depoimento do torcedor que arremessou a sandália.


Na segunda-feira (13), Sandra Souza denunciou o fato na Corregedoria Geral do Estado. Um outro torcedor que foi agredido na ocasião e teve lesão corporal, informou que durante a confusão os próprios seguranças particulares do clube participaram dos momentos de agressão contra os torcedores, como está descrito no Boletim de Ocorrência.

POLÊMICA

Por ser um evento privado e de entretenimento, tudo o que ocorre dentro das dependências do estádio é de responsabilidade do Paysandu, que “deverá solicitar ao Poder Público competente a presença de agentes públicos de segurança, devidamente identificados, responsáveis pela segurança dos torcedores dentro e fora dos estádios e demais locais de realização de eventos esportivos”, como está previsto no Estatuto de Defesa do Torcedor.

Porém, de acordo com o Regulamento Geral das Competições, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), “a comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade”.

O DOL entrou em contato com o Paysandu e as Polícias Militar e Civil e aguarda posicionamento. O clube bicolor informa que irá tomar providências.

(DOL)


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