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Sexta-Feira, 15/03/2019 - 10h46

Acusado de matar Marielle levava vida luxuosa e recebeu R$100 mil meses após execução

Acusado de matar Marielle levava vida luxuosa e recebeu R$100 mil meses após execução (Foto: Reprodução)
Acusado de matar Marielle levava vida luxuosa e recebeu R$100 mil meses após execução (Foto: Reprodução)

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou um depósito de R$ 100 mil, em dinheiro, na conta de Ronnie Lessa, policial reformado acusado de ter efetuado os disparos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela Anderson Gomes. O depósito foi feito na conta de Lessa em outubro do ano passado, sete meses depois do crime.

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) citou esse relatório no pedido que fez à Justiça para bloqueio de bens de Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, que também foi preso acusado de dirigir o carro usado no crime que completou um ano ontem. A Justiça decretou o bloqueio dos bens dos acusados.

A Promotoria adotou a medida para garantir a indenização por danos morais e materiais às famílias da vereadora e do motorista. "O pedido de bloqueio de bens foi feito à Justiça no momento do oferecimento da denúncia e deferido pelo Juízo", explicou o órgão através de nota.

O relatório do Coaf cita ainda bens materiais de Ronnie Lessa, como uma lancha, um veículo blindado avaliado em cerca de R$ 150 mil e uma casa no condomínio Vivendas da Barra, na zona oeste, mesmo local onde mora Jair Bolsonaro e a família quando não estão em Brasília. Os imóveis estão avaliados entre R$ 1,5 milhão e R$ 4,5 milhões - os bens seriam incompatíveis com a renda de um PM reformado (uma aposentadoria líquida de R$ 7.463,86).

Não há informações sobre a origem desse depósito. Procurado, o advogado de Lessa, Fernando Santana, afirmou que não teve acesso às informações do relatório. "Também não falei com ele [Lessa] ainda", afirmou. "O dinheiro pode ser uma doação, pode ser a venda de algo."

Além dos bens, os investigadores também descobriram que o policial viajava com frequência para o exterior e frequentava uma casa no condomínio de luxo Portogalo, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. De acordo ainda com o MP, Lessa e Queiroz estiveram juntos no local no Carnaval.

SILÊNCIO

Após a realização da audiência de custódia, Élcio e Ronnie foram levados de volta para a Delegacia de Homicídios da capital. O Ministério Público já solicitou que Lessa e Queiroz cumpram pena em um presídio federal. Ainda não há informações para qual complexo prisional a dupla será encaminhada.

A previsão é de que Lessa e Queiroz prestem depoimento na tarde de hoje na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital. Santana, no entanto, já adiantou que o seu cliente vai ficar em silêncio e só falará em juízo.

"Ele já está com a prisão preventiva decretada, por que perder tempo prestando esclarecimentos?", questionou o advogado. "Ele falará em juízo, futuramente", completou.

(Com informações do portal UOL)


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