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Quarta-Feira, 13/03/2019 - 18h37

Assassinos de Suzano defendiam Bolsonaro, postavam fotos de armas e elogiavam militarismo

Assassinos de Suzano defendiam Bolsonaro, postavam fotos de armas e elogiavam militarismo (Foto: Reprodução)
Assassinos de Suzano defendiam Bolsonaro, postavam fotos de armas e elogiavam militarismo (Foto: Reprodução)

Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Monteiro, de 17, responsáveis pelo massacre em uma escola pública de Suzano, onde mataram alunos e professores da Escola Estadual Professor Raul Brasil, na Grande de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, horas antes do atentado, Guilherme postou cerca de 30 fotos em sua conta do Facebook. Nas imagens, o assassino veste as mesmas roupas que usou no massacre. Ele também aparece com uma arma, fazendo gesto obsceno e apontando o dedo em direção à cabeça, em alusão a suicídio.

Em uma publicação antiga, Guilherme compartilhou um post do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que foi reproduzido pela página “Direita Minas”. Eduardo é filho do presidente Jair Bolsonaro.

A publicação mostra imagens de um policial que foi morto e outra de presidiários, acompanhada com a frase: “Neste dia dos pais, este homem não vai para a sua casa. Estes vão”.

O apoio ao presidente Jair Bolsonaro é visivelmente claro na rede social de Guilherme. Durante a campanha, Guilherme curtiu conteúdos como a mensagem “O meu candidato é apoiado pela polícia, o seu é procurado por ela”, que aparece junto a uma foto do presidente abraçado a policiais. Além disso, vários posts da página oficial do presidente foram curtidos por ele.

Em um, de 2018, o presidente aparece comemorando a prisão do ex-presidente Lula. Em outra postagem, da página Bolsonaro Opressor 2.0, o jovem interagiu postando uma foto com uma arma de alto calibre com a frase: "Às vezes me pego pensando, por que o MST nunca invadiu minha propriedade?”.

Luiz Henrique de Castro, que completaria 26 anos no próximo sábado, compartilhava imagens de armas de fogo em sua conta no Facebook. Suas publicações ainda visíveis na rede social cultuam o armamento e o militarismo.

Na tarde de quarta-feira, o Facebook tirou o perfil dos assassinos do ar.

(Com informações de Revista Época)


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